quarta-feira, 22 de julho de 2009

Oh S. Peeeeeeeedrooooooooo!!!!!!!!

Qual foi a parte do mês de Julho que não percebeste?
Julho = Sol
Dezembro = Chuva

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Sistema Educativo

Naqueles dias, Jesus subiu ao monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Depois, tomando a palavra, ensinou-os, dizendo:
- Em verdade vos digo: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles...
Pedro interrompeu:- Temos que aprender isso de cor?
André disse:- Temos que copiá-lo para o papiro?
Simão perguntou:- Vamos ter teste sobre isso?
Tiago, o Menor queixou-se:- O Tiago, o Maior está sentado à minha frente, não vejo nada!
Tiago, o Maior gritou:- Cala-te queixinhas!
Filipe lamentou-se:- Esqueci-me do papiro-diário.
Bartolomeu quis saber:- Temos de tirar apontamentos?
João levantou a mão:- Posso ir à casa de banho?
Judas Iscariotes exclamou(Judas Iscariotes era mesmo malvado, com retenção repetida e vindo de outro Mestre):- Para que é que serve isto tudo?
Tomé inquietou-se:- Há fórmulas? Vamos resolver problemas?
Judas Tadeu reclamou:- Podemos ao menos usar o ábaco?
Mateus queixou-se:- Eu não entendi nada... ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus presentes, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada, tomou a palavra e dirigiu-se a Ele, dizendo:
- Onde está a tua planificação? Qual é a nomenclatura do teu plano de aula nesta intervenção didáctica mediatizada? E a avaliação diagnóstica? E a avaliação institucional? Quais são as tuas expectativas de sucesso? Tens a abordagem da área em forma globalizada, de modo a permitir o acesso à significação dos contextos, tendo em conta a bipolaridade da transmissão? Quais são as tuas estratégias conducentes à recuperação dos conhecimentos prévios? Respondem estes aos interesses e necessidades do grupo de modo a assegurar a significatividade do processo de ensino-aprendizagem? Incluíste actividades integradoras com fundamento epistemológico produtivo? E os espaços alternativos das problemáticas curriculares gerais? Propiciaste espaços de encontro para a coordenação de acções transversais e longitudinais que fomentem os vínculos operativos e cooperativos das áreas concomitantes? Quais são os conteúdos conceptuais, processuais e atitudinais que respondem aos fundamentos lógico, praxeológico e metodológico constituídos pelos núcleos generativos disciplinares, transdisciplinares, interdisciplinares e metadisciplinares?
Caifás, o pior de todos os fariseus, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações do primeiro, segundo e terceiro períodos e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos teus discípulos, para que ao Rei não lhe falhem as previsões de um ensino de qualidade e não se lhe estraguem as estatísticas do sucesso. Serás notificado em devido tempo pela via mais adequada. E vê lá se reprovas alguém! Lembra-te que ainda não és titular e não há quadros de nomeação definitiva!
E Jesus pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos...

Recebido via email

domingo, 19 de julho de 2009

Tarefas domésticas

De há uns tempos para cá (na verdade, há meses), as tarefas domésticas desta casa são feitas (quase) na íntegra pelo meu maluco!
Ele aspira, lava o chão, limpa o pó, põe roupa a lavar, estende a roupa, levanta a roupa, põe a loiça na máquina, arruma a loiça que está na máquina, arruma a cozinha, vai às compras (nunca traz tudo o que está na lista, mas quase!), compra-me livros (hoje foi o terceiro), enfim, não tem mãos a medir!... e agora já fica irritado quando se suja algo que acabou de ser limpo!...
(Sim, a casa de banho continua a ser um problema, assim como o monte de roupa passada a ferro que a cada semana que passa é maior, tal como os papéis em cima da secretária! Não se pode ter tudo e a evolução já é bastante satisfatória, mas nem seria eu se não apontasse estes três pormenores. Desculpa lá maluquinho! Amo-te demais!)

sábado, 18 de julho de 2009

Teve que ser!

A tentação é irresistível! ... e é tão bom ceder à tentação... (Espero não me vir a arrepender disto! Feijocas, por favor, compreendam esta alma sedenta de acção e saudosa de participar naquilo que a faz tão feliz!)
Quando o maluco chegou, falou-se do «Oh Joaquiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmm!» e da «queimada» e então... depois de dizermos aquilo que sentimos é muito mais difícil ficarmos parados, não é? E fomos, só um bocadinho, para matar saudades, tentando viver naqueles breves minutos o que se viveria durante todo o fim de semana.
É claro que mal cheguei gritei «Oh Joaquiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmm!» e foi como se estivesse vestida, pintada e pronta para a zaragata! (As minhas feijocas até se assustaram com o grito! Bem, na verdade não foram só elas a assustarem-se! É a minha imagem de marca, não podia deixar de o fazer!)

Obrigado a todos os que sentiram a minha falta e o manifestaram com palavras e gestos tão bonitos! Foi reconfortante, melhor, foi um banho de amor e reconhecimento o que recebi ontem. Não me esquecerei das frases «Fazes falta!», «Sem ti não é a mesma coisa!», «Já tinha perguntado pela bruxinha!», «Pelo grito só podias ser tu!», «Então, vens fazer a queimada, não é?», «Olha a nossa bruxinha!» «Para o ano estarás cá em força!», etc, etc, etc...

Para o ano estarei em força! E com mais duas assistentes (sem nome ainda, mas com esperança de levar as minhas sugestões a bom porto, pois se não nos dão outras hipóteses...)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Hoje seria dia de...


... roupa de outros tempos...
... zaragatas...
... nódoas negras...
... correrias...
... tourinha...
... palha, muita palha...
... risos, cumplicidades, companheirismo...
... gritos - «Oh Joaquiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmm!»...
... luta do pau...
... espadachins...
... malabarismos...
... brincadeiras...
... pregões...
... vendas...
... roubos...
... ginginha, hidromel...
... pão com chouriço...
... sangria...
... tremoços, amendoins...
... queimada...
...

Às vezes é assim - Cansaço!

O que há em mim é sobretudo cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Reportagem RTP - Conquista do peso ideal e da imagem perfeita

Cada vez mais a aparência/imagem que o nosso corpo transmite para os outros é preponderante na avaliação que fazem de nós.
Na reportagem da RTP desta noite foi referido que um psicólogo americano fez um estudo e chegou à conclusão que numa primeira abordagem um indivíduo é avaliado 55% pela sua aparência, postura e indumentária, 38% pelo tom de voz e 7% pelo que diz. Se por um lado estas percentagens são surpreendentes (7% pelo que se diz?! Por favor, então as nossas ideias, convicções representam a mais ínfima parte da apreciação do nosso Ser?! 7% só?!), por outro não trazem novidade absolutamente nenhuma (a aparência consegue sempre levar a melhor, para o bem e para o mal)! E é segundo este culto pelo e do corpo que a nossa sociedade vive.
Hoje, na ânsia de corresponder ao esperado, faz-se tudo: "dietas-milagre"; lipoaspiração; etc, etc, etc. A questão é que nenhum método é eficiente a longo prazo se não houver uma (re)aprendizagem alimentar, mas também há necessidade de um acompanhamento psicológico (quem poderia falar muito bem disto seria a minha amiga o que se come).
Não, não estou a exagerar!
Costumo dizer que um «gordo» terá sempre uma mente de «gordo», sendo-lhe impossível resistir a determinado tipo de coisas e o dilema é que quanto mais se quer parar, mais vontade de cometer excessos existe(falo por experiência própria). Normalmente, estes excessos são perfeitamente conhecidos e reconhecidos e até funcionam como uma vingança de si próprio, ao mesmo tempo que se come um chocolate ou um pacote de batatas fritas, interiormente ouvem-se as vozes «Não consigo emagrecer de maneira nenhuma!», «Amanhã começo a dieta!», «Que estúpida, mas por que é que estou a comer isto?». O descontentamento e a falta de auto-estima leva ao consumo descontrolado e excessivo de tudo o que houver por perto. O eterno problema é que numa dieta tradicional os resultados são lentos e um «gordo» precisa de uma motivação-extra para continuar um trajecto que lhe é penoso, mas que ele sabe que tem de continuar para não ser um excluído da sociedade, por isso recorre a dietas radicais na esperança de conseguir atingir os seus objectivos e ser aceite.
Não, não estou a exagerar!
Com que facilidade é que encontramos calças ou saias de números superiores a 40/42? Estes números existem em abundância numa Zara, Mango, Berska, etc, etc, etc, se é que existem? Quem não tem a silhueta perfeita é, sem dúvida nenhuma, marginalizado.
Voltando ao início (e apesar de considerar que temos que ter em atenção o que comemos, porque há processos que não permitem uma marcha atrás), é muito triste perceber que tudo o que somos se resume àquilo que se vê no nosso exterior, que numa sociedade como a nossa, a exigência de uma silhueta perfeita é ponto assente e que por muito íntegros, cultos, informados, etc, etc, etc que sejamos, essa é a parte que menos peso terá na avaliação que fazem de nós.

Vivemos no mundo da aparência e não da essência, da materialidade e não da espiritualidade. Estamos condenados ao mundo das sombras, nunca conseguiremos alcançar o mundo inteligível.