quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Do show off, pelo mestre

Cultura do espectáculo

Não quero ser apocalíptico, mas o espetáculo tomou o lugar da cultura. O mundo converteu-se num grande palco, num enorme show. Metade da população mundial vive dando espetáculo à outra metade. E provavelmente vai acontecer um dia em que já não haverá público e todos serão atores, e todos serão músicos.

Zero Hora, Porto Alegre, 12 de Abril de 1997
In José Saramago nas Suas Palavras

(publicado hoje no O Caderno de Saramago)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Exames IV

Supostamente já estão todos feitos, os imagináveis e os inimagináveis. Relatórios - tudo normal. Excelente.
... mas a verdade é que hoje os sintomas (após um mês de interregno) voltaram, todos, e em grande força.

Parece-me que o diagnóstico final já o sei desde o início.

sábado, 10 de setembro de 2011

Incongruências


Como é que numa escola à beira mar plantada e onde existe uma conduta de indumentária (nada de grandes decotes, nada de alças, nada de ombros muito descobertos, nada de minissaias) tem como passeio de início de ano uma ida à praia com os meninos!?
Acho lindo, temos que ir "decentemente" vestidos para dar aulas, mas depois podemos vestir o biquini e estar na praia a apanhar banhos de sol e de mar com os alunos. SURREAL! Para além disto é de notar que eu não tenho que me expor em frente aos meus alunos, eles não têm que me ver de biquini, certo? Resultado - odeio este passeio de convívio!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Domingo à noite


(A pontuação final do cartoon deve ser alterada para ?!)

A sensação é sempre a mesma, um friozinho no estômago, um não querer acreditar que é mesmo verdade, um desejo de retrocesso no tempo...
É já amanhã...














... e este ano promete, oh se promete!...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Eu tinha avisado


Na reunião de pais eu avisei que as feijocas estavam terríveis, disse "Elas estão muito piores, acreditem!" e ninguém me ligou, ou melhor a resposta que obtive foi "Ai, esta mãe exagera sempre, coitadinhas das meninas!".
Ontem, quando as fui buscar, os olhares já mostravam algum desespero, "Realmente, mãe, elas vêm mais atrevidas e rabinas. A S. passa a vida a bater na irmã, mas depois também é capaz de não a largar aos beijos!".
Hoje a S. abriu uma torneira de acesso complicadíssimo e molhou tudo e todos os que estavam à sua volta - "Ai, mãe, a S. está mesmo terrível, nós nem conseguimos perceber como é que ela fez isto!".
E só passaram 2 dias, 2 dias.
Cheira-me que dentro em breve me dirão que a S. é hiperactiva (sinónimo de mal-educada, malcriada, teimosa, agressiva, etc, etc, etc. A função de educar é muito complicada, há alguma solução tipo mousse-alsa ou só me resta demitir-me?).

Mulher-a-dias


Hoje foi dia de limpezas, daquelas grandes, daquelas em que se tira tudo e se lavam tectos e paredes e tudo... Ficou a faltar a sala e o hall!... e amanhã não me mexo!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Resort 237 - Ilha da Culatra

Depois de ter passado a ponte para lá e sentir aquele aroma no ar e leveza de coração, voltei a passar a ponte para cá o que significa nostalgia e desânimo.
"O que é bom acaba depressa" diz o povo e com razão.
Este ano rumámos a sul e ficámos na Ilha da Culatra. As perspectivas eram, confesso, baixas. Nunca tinha ouvido falar, as informações eram escassas e portanto o medo de ser um fiasco era mais que muito.
Afinal, a ilha era tudo aquilo que eu queria. Pouca gente, silêncio (afectado pelo barulho dos aviões, pois o aeroporto de Faro é logo ali), praia imensa, liberdade para as feijocas (que se deliciaram com as corridas na praia, conchinhas, piscinas, corridas no alpendre, tentativas de "apanhar" gaivotas, etc), água semi-quente, conquilhas (apanhadas por nós e cozinhadas no próprio dia), pessoas afáveis e prestáveis, casinha simpática, peixinho delicioso, e mais isto e aquilo e o outro.

Coisas que permanecerão:
As brincadeiras e loucuras das feijocas: as corridas, as cócegas no pescoço, a contemplação do mar, a ingenuidade de querer dar uma festinha a uma gaivota, as massagens que elas dão nas costas, o desenvolvimento da linguagem, o "tchau-beijo-té manhã" aos aviões, as travessuras, a cumplicidade das manas, ...

A Marília e o Hélio (mãe e filho), donos da mercearia lá do sítio, são o cartão de visita da ilha. Graças a eles tínhamos peixe fresquíssimo sempre que queríamos, ofereceram-nos umas ostras maravilhosas


e até nos ajudaram a levar a bagagem para o barco no seu fabuloso tractor (para além da motoreta de caixa aberta do Centro Social é o único meio de transporte na ilha).

A "praxe" de termos ido parar à ilha da Armona (no último barco) pensando que estávamos a ir para a da Culatra e a terrível viagem de Aqua-taxi que fizemos de uma para outra ilha.

E já acabou. Para o ano há mais (ou não, nunca se sabe). Uma coisa é certa, tendo em conta os objectivos actuais, a minha ilha de Tavira foi destituída pela da Culatra.