sábado, 14 de janeiro de 2012

Gastroentrite em ação

Até andámos durante uns meses "sogaditas", não é? Então, cá está, começámos o ano com febres e ida ao Hospital e agora é uma gastroentrite com elas, as duas, claro!
Eu não disse que este ano prometia?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Mais um que se vai


Primeiro foi este meu QUERIDO que soltou amarras e navegou para Timor e durante seis meses (pelo menos) não terei a sua doce companhia, o seu sorriso aberto, o olhar compreensivo, as conversas profundas, o abraço forte, a amizade e amor inquebráveis.

Agora, chegou a vez do meu vizinho-AMIGO fazer as bagagens, esvaziar a casa e rumar na esperança de uma vida melhor para a terra da Queen Elizabeth.

Mais um ombro que se vai e desta vez sem perspectivas de regresso... e eu fico mais pobre. Deixarei de ter a descontração, o riso, o choro, a partilha, a loucura, os jantares, os copos, a mão estendida para tudo, o olhar que fala, os momentos que fomos construindo ao longo do tempo e que transformaram esta vizinhança em algo muito superior a isso.
Sei que esta é uma oportunidade que ele tem que agarrar e sempre lhe disse, porque acredito, que esta é a melhor opção, mas isso não significa que à medida que o tempo avança não desejasse que este parasse só para termos mais umas noites daquelas de partilha, de jantares regados com um bom vinho, a ouvir as estórias vividas, o telemóvel que espirra de 2 em 2 minutos por ter recebido mais uma mensagem, a soneca no sofá depois de ter comido pipocas com o intuito de ver um filme, que inevitavelmente terá o pagamento de uma multa, enfim o convívio diário de alguém que já faz parte desta casa e desta família.

Sei que este novo caminho não será fácil, mas também sei que se o assumires inteiramente conseguirás respirar de novo.

Vou ter, já tenho, saudades.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Na cama com...


Desde o Natal e até há dois dias atrás, a I. andava a fazer birras, pois não queria dormir na sua cama "Aqui não" dizia ela e eu, porque a S. nestes momentos começava a dar voltas na cama pronta para acordar e caso isso acontecesse teríamos o festival montado, acabava sempre por ceder e levava-a para a minha cama. Não era preciso sequer que eu lá ficasse com ela, bastava deitá-la lá e ela adormecia instantaneamente, todavia se a tentasse tirar de lá o circo recomeçava novamente. Ora, há dois dias atrás pensei: "Bolas, se és tão inteligente para umas coisas e se eu acredito que percebes perfeitamente tudo o que te digo, tenho que ter uma conversa contigo de mulher para mulher.".E assim foi. Depois do bacio da noite olhei para ela e disse:
Eu - Bebé, a mamã quer ter uma conversa séria contigo.
(ela desviou logo o olhar)
Eu - Olha para mim, olhos nos olhos.
(a custo lá olhou)
Eu - Filhota, a cama deste quarto é da mamã e do papá e tu tens uma cama no teu quarto. Cada um deve dormir na sua cama. (começou a sorrir, trocista) Entendes o que a mamã quer dizer?
I. - Xim. (a sorrir, malandra)
Eu - Então, tu tens a tua cama e é lá que tens que dormir e a mamã e o papá dormem na cama deles, isso é que está certo, percebes?
I. - A cama da mamã e do papá aqui. A cama da I. mana. (no quarto com a mana, era o que ela queria dizer.)
Eu - Pois, é isso mesmo. Vamos fazer uma promessa, está bem? Hoje, vais-te portar muito bem e vais dormir a noite toda na tua cama, sim?
(não pestanejou, não disse nada, eu tremi)
Eu - Vá, vamos dar um abraço e fica prometido.
(demos o abraço, fui pôr-lhe a fralda, deitei-a, contei a história, demos e beijinho e o abracinho e ela ficou.)
Nessa noite, não tive choros nem visitas noturnas.

Ontem, depois do bacio, quando lhe estava a pôr a fralda disse-lhe:
Eu - Bebé, a mamã está muito contente contigo. A noite passada portaste-te muito bem.
I. - Xim.
Eu - Vamos ter uma conversa séria.
(cortou-me a palavra)
I. - Cama da mamã e do papá e cama da I.
Eu - É isso mesmo, bebé, há a cama da mamã e do papá e a cama da I. E cada um dorme na sua cama, não é?
I. - Xim.
Eu - Então, está combinado, hoje vamo-nos portar muito bem outra vez.
E ficou, e não tive nem choros nem visitas noturnas inesperadas.

Hoje, tal como ontem, voltei a referir que estava contente com ela e ela disse-me imediatamente "Cama da mamã e do papá e cama da I." e ficou.

Até agora, ficou, espero que esta noite seja como as duas anteriores.

E não me venham dizer que as crianças com esta idade, coitadinhas, não percebem. Percebem, percebem muito bem, sabem tudo, sabem mesmo tudo.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Previsões para 2012


As perspetivas são completamente animadoras, principalmente ao nível da saúde. Poucos minutos após a meia noite dei uma cacetada com o pé num puff e parti um dedo e hoje tive que ir para o hospital com a I., pois a febre não baixava e já íamos no quarto dia. Dignóstico: uma otite a querer estabelecer-se e os brônquios com expetoração.


Vai ser um ano FANTÁSTICO!

sábado, 31 de dezembro de 2011

Adeus 2011

Despeço-me deste ano completamente de rastos.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Ressequimento


Tudo começou quando a terra ficou saturada de tanto trabalhar.
As plantações eram sucessivas e ela não respirava. Um dia, o agricultor plantou um pé de feijão muito forte e que lhe sugava toda a água que ainda lhe restava e como esta nova plantação era frágil, a terra canalizou para aí toda a energia, e as outras plantações, principalmente a macieira do centro, ressentiram-se. O agricultor nada fazia ao ver a terra ressequida. Ficava só a olhar a, para ela assustadora, queda da colheita, preocupando-se, principalmente, com aquilo que pouca relevância tinha quer para a macieira, quer para o pé de feijão. A terra sentia-se cada vez mais despovoada e sem capacidade para se autorregenerar.


Ela sabe que em breve nenhuma maçã sobreviverá e que agora já nada pode acontecer para que a sua produtividade volte a ser o que era antes.


A terra transformar-se-á em deserto. Só o pé de feijão vingará, mas sem a força que devia, porque a terra que o sustenta está morta por dentro.

Dor-dupla

Para além da dor-fria que se instalou após a verbalização e que permanece sem esperança, hoje existe uma outra dor, a dor-mãe que não pode ir ao lanche para os pais no "infectário" das feijocas.


Hoje não está nada bom, nada bom mesmo.