sexta-feira, 2 de março de 2012

Destruidoras de livros


As miúdas adoram livros.
As miúdas destroem livros.
O meu coração fica contente.
O meu coração fica apertado.

As miúdas destroem livros, é normal, é triste, é saudável, é mau, é...
Sinceramente não me importo o que seja, o que me interessa é que elas se relacionam com os livros. Há dias em que os veneram e estes ficam intactos, outros há em que só lhes apetece rasgar páginas, mordê-los e sei lá mais o quê. O que é significativo é que elas os manuseiam, os sentem, os vivem e só isso deve bastar. Se gosto de ter livros, inclusivamente meus, rasgados, não, claro que não, mas simultaneamente é uma marca delas. Neste momento, os meus livros de cabeceira estão todos riscados (para além dos meus habituais sublinhados e notas de margem, vício que carrego com prazer desde sempre. Para mim, ler um livro é sublinhá-lo, escrever notas, colocar pontos de exclamação ou interrogação se algo me impressiona, me maravilha ou se não concordo com essa ideia). Um livro não é um museu, não pode ser intocável, tem que ser vivido, experienciado, sentido, tem que ser nosso.
Acredito, sobretudo, na necessidade de criar uma relação íntima com o livro e acredito que apesar desta fase destruidora de livros, o amor que elas sentem por eles acabará por se sobrepor a tudo.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O chocolate e as feijocas


E o dia chegou.
Ontem.
O pai fazia anos.
Comprei um bolo de aniversário.
Bolo de chocolate com nozes.
Elas comeram. Pouco, mas comeram.
A I. lambuzou-se toda e comeu avidamente.
A S. debicou, largou, esqueceu-se, lembrou-se, mas não ligou muito.

E pronto, com 2 anos e meio a desgraça está feita.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Soltas das feijocas

Depois de ter repreendido a I. por ter imitado uma atitude tresloucada da S. (aliás, como já se está a tornar um hábito, diga-se), pergunto-lhe, completamente irritada:
Eu - Diz-me, diz-me I., onde é que está a piada?
I - (olhou para mim, esboçou um sorriso, apontou para o fundo da cozinha) ali!


... e depois eu já não sei se hei de rir, chorar, chatear-me ainda mais, ou calar-me para sempre!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Superação

Eu com febre.
Eu só.



...e arranjamos forças onde elas não existem...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Aos gritos

Às vezes tenho a sensação que passo a vida a gritar.





... e quando gritamos muito, ninguém nos ouve...

sábado, 28 de janeiro de 2012

Doenças, doenças, doenças

Depois da gastroentrite, agora é uma pseudo-semi-não-declarada-pneumonia-ou-a-caminho-disso.
E cá estamos, com tosse, ranho, farfalheira, aerossóis com ventilan, etc, etc, etc.

É a vida!

domingo, 15 de janeiro de 2012

Nunca deixar crianças sozinhas


Esta é uma daquelas regras que nunca esquecemos... supostamente...

Pois, como uma desgraça nunca vem só, para além das diarreias e vómitos que têm assolado esta casa nos últimos dias, hoje elas estavam a ver o Noody muitíssimo concentradas e sentadíssimas no sofá e eu decidi ir fazer a cama aos bocadinhos, ou seja, colocava um lençol e vinha espreitar, colocava outro e vinha ver, e assim sucessivamente, até que ouço uns berros... vim a correr... quando cheguei à sala estavam as duas a segurar o IMAC que tinha sido puxado e caído na cara da S.

Resultado - galo na cabeça, cara esfolada.
Nota positiva - as miúdas têm imensa força, sim, porque o computador não chegou a cair ao chão!

Pensamento - Hoje, quando houver a visita, que tem sido diária, porque coitadinhas estão doentes, vou ser acusada mentalmente, ou não, de negligência.