domingo, 18 de março de 2012

Parabéns ao prometido das feijocas


O nosso lindo A., filho desta lindérrima e do meu querido RB, faz hoje um aninho! Como o tempo passa!
Parabéns aos três!

sábado, 17 de março de 2012

Tão verdade!

SINTO VERGONHA DE MIM - Poesia de Rui Barbosa


Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte deste povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-Mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o 'eu' feliz a qualquer custo,
buscando a tal 'felicidade'
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos 'floreios' para justificar
actos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre 'contestar',
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir o meu Hino

e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar o meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo deste mundo!

'De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto'.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Destruidoras de livros


As miúdas adoram livros.
As miúdas destroem livros.
O meu coração fica contente.
O meu coração fica apertado.

As miúdas destroem livros, é normal, é triste, é saudável, é mau, é...
Sinceramente não me importo o que seja, o que me interessa é que elas se relacionam com os livros. Há dias em que os veneram e estes ficam intactos, outros há em que só lhes apetece rasgar páginas, mordê-los e sei lá mais o quê. O que é significativo é que elas os manuseiam, os sentem, os vivem e só isso deve bastar. Se gosto de ter livros, inclusivamente meus, rasgados, não, claro que não, mas simultaneamente é uma marca delas. Neste momento, os meus livros de cabeceira estão todos riscados (para além dos meus habituais sublinhados e notas de margem, vício que carrego com prazer desde sempre. Para mim, ler um livro é sublinhá-lo, escrever notas, colocar pontos de exclamação ou interrogação se algo me impressiona, me maravilha ou se não concordo com essa ideia). Um livro não é um museu, não pode ser intocável, tem que ser vivido, experienciado, sentido, tem que ser nosso.
Acredito, sobretudo, na necessidade de criar uma relação íntima com o livro e acredito que apesar desta fase destruidora de livros, o amor que elas sentem por eles acabará por se sobrepor a tudo.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O chocolate e as feijocas


E o dia chegou.
Ontem.
O pai fazia anos.
Comprei um bolo de aniversário.
Bolo de chocolate com nozes.
Elas comeram. Pouco, mas comeram.
A I. lambuzou-se toda e comeu avidamente.
A S. debicou, largou, esqueceu-se, lembrou-se, mas não ligou muito.

E pronto, com 2 anos e meio a desgraça está feita.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Soltas das feijocas

Depois de ter repreendido a I. por ter imitado uma atitude tresloucada da S. (aliás, como já se está a tornar um hábito, diga-se), pergunto-lhe, completamente irritada:
Eu - Diz-me, diz-me I., onde é que está a piada?
I - (olhou para mim, esboçou um sorriso, apontou para o fundo da cozinha) ali!


... e depois eu já não sei se hei de rir, chorar, chatear-me ainda mais, ou calar-me para sempre!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Superação

Eu com febre.
Eu só.



...e arranjamos forças onde elas não existem...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Aos gritos

Às vezes tenho a sensação que passo a vida a gritar.





... e quando gritamos muito, ninguém nos ouve...