quinta-feira, 6 de setembro de 2012

1º dia

Fui levá-las hoje.
Fui q.b. recebida, nem muito amável, nem muito arrogante, nem muito nada, média. Deve ter dormido sobre o assunto.
As feijocas ficaram bem.
Eu fiquei com o coração apertadinho.
Espera-se mais autonomia do que a que elas têm (e do que qualquer criança com três anos tem).
Quando as fui buscar, senti que a coisa não tinha corrido mal, o que me sossegou.

Veremos as cenas dos próximos capítulos.

P.s. - Irrita-me que algumas pessoas me digam "Elas ainda vêm cá parar!"(referindo-se a outro sítio)

Ainda a respeito do post anterior

Depois de ontem ter feito o telefonema certo, a coisa desbloqueou-se hoje.
Amanhã já podem começar a frequentar a escola delas.

Ai Deus!

E não digo mais nada.




Só mais uma coisinha - como sempre eu vou ser a má da fita, pelo simples facto de ter mostrado às pessoas certas a minha insatisfação relativamente à informação errada que me tinham dado e desta conversa ter tido depois desenvolvimentos que em parte desconheço, mas que revelaram que afinal as miúdas até podem e devem ingressar já na sua escola.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Bem vinda ao funcionalismo público


Nota inicial de extrema importância - nunca fui uma daquelas críticas do funcionalismo público, já lá estive e sei como é, mas hoje não posso conter o que sinto.

Factos - Depois de alguma confusão na colocação das minhas feijocas na escola nova, isto nos dias 31 de julho e 1 e 2 de agosto, finalmente, a 3 de agosto já estava tudo "resolvido". Garantiram-me que elas estavam colocadas na escola, embora não aparecessem na lista, e que o CAF (complemento de apoio à família) também estava tratado, ou seja, hoje, dia 3 de setembro poderia deixar as miúdas na escola descansada. Excelente, pensei, está tudo resolvido, posso ir para férias sossegada e quando regressar ao trabalho as princesas conhecem a sua nova escola.

A realidade de hoje - Fui cedo. Queria estar um pouco com elas na escola para ajudar à adaptação. Afinal, a informação que me deram em agosto no agrupamento de escolas, sublinhe-se, no agrupamento de escolas, estava errada! Eles não recebem as crianças novas, muito menos as de três anos, agora! As minhas catraias só poderão entrar na escola no início do ano letivo que será, supostamente (sim, nem sequer me deram a certeza do dia), a 14 de setembro. Fiquei para morrer. Eu tinha que ir trabalhar, não tinha ninguém para me ficar com elas, e mais, não seria/será só hoje, mas até 14 de setembro! Fiquei desesperada e furiosa.

Solução - Graças a Deus, sem eu pedir nada, deixaram-me levá-las para o meu burgo e lá ficaram. Mas, e se não tivesse havido esta hipótese? Não é completamente normal que a entidade patronal nos permita uma coisa destas, alargando, inclusivamente, a oferta até ao início do ano letivo.

Conclusão - A questão da escola é que os meninos de 3 anos não devem entrar já para que não tenham que fazer 2 adaptações, uma ao CAF e outra à educadora e respetiva sala. Percebo completamente a perspetiva, mas no dia 14 eu terei que levar as feijocas às 7h45 da manhã, terão que ficar com as pessoas do CAF e só conhecerão a educadora por volta das 9h. Não são igualmente duas adaptações, ainda por cima no mesmo dia? Esta questão que me apresentaram como altamente pedagógica não será uma falsa questão? Não seria possível facilitar um pouco a vida às pessoas e permitir a entrada das crianças no início do mês de setembro? Com quem é que as crianças ficam até ao início do ano letivo? Contrata-se um serviço de ATL para estes dias, uma ama? Não são, mais uma vez, duas adaptações? Faz-se um acordo com o infantário anterior para que permitam a estadia das crianças na sala antiga até à escola nova começar? Não será pior para a criança perceber que afinal não vai estar todo o ano com os coleguinhas antigos e de um dia para o outro tem que deixar esse ambiente familiar para entrar num desconhecido? Ninguém tem um mês e meio de férias, certo? Como é que se faz? 

Parece-me que há por aqui alguma falta de visão e compreensão.

1º dia na escola nova

Vai ser amanhã/hoje.
Estou a tremer, mas ao mesmo tempo feliz por ter sabido que uma das meninas da sala delas também entrou para a mesma escola.


Com uma cara conhecida será mais fácil.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ela









Há ódios que fazem mal.



Traem-nos.









Fazem-nos perceber que os mortos são, afinal, moribundos.











Não devia odiar assim.

Joana Cato

Sem vontade

Preciso de escrever.
Queria escrever.
Sobre tudo.
Sobre nada.
Sobre as férias.
Sobre o tempo.
Sobre o que aí vem.
Sobre o que passou.
Sobre amor.
Sobre ódio.
Sobre frustração.
Sobre incapacidade.
Sobre o medo.
Sobre o óbvio.
Sobre o inevitável.
Sobre o previsto.


Hei de fazê-lo.

domingo, 12 de agosto de 2012






Às vezes, gostava de parar de pensar.





"Ah! Poder ser tu, sendo eu!/Ter a tua alegre inconsciência/E a consciência disso!"* - desejo paradoxal impossível de concretizar.





Afinal sofro da dor de pensar de Fernando Pessoa*.