No meu tempo (parece que sou mesmo muito velha, ou talvez até já esteja mais velha do que quero pensar!!!) a boneca de eleição de todas as meninas era a Tucha. Uma boneca simples, de beleza natural, nem magra nem gorda, cabelos curtos ou compridos, com uma cara redondinha e uns olhos expressivos.

De há uns tempos para cá, a boneca que todas as meninas têm é a Barbie: Barbie no cabeleireiro; Barbie às compras; Barbie no carro; Barbie noite; Barbie etc, etc, etc. Cada uma tem o seu tema, o que faz com que muitos pais "se vejam obrigados" a comprar mais do que uma boneca, porque cada uma é rotulada e por isso "diferente" da outra. Boneca anorética, de beleza perfeita-estilizada-intocável, elegante, pose de modelo, loira (de preferência), cabelos longos, tez branquíssima, mais-que-o-ideal-de-mulher-petrarquista, etc, etc, etc.
E lá estamos nós de volta às questões da educação e influência da sociedade nas nossas crianças.
Antigamente não se falava (e na verdade não existia com as proporções dos dias de hoje) de anorexia, porque os exemplos que as crianças tinham eram "normais", as bonecas e as modelos-manequins não eram esqueléticas e por aí fora. Hoje, há crianças com dez e doze anos que fazem "greves de fome" porque o modelo actual das nossas meninas é a Barbie, por isso a partir de uma idade imberbe começam a preocupar-se excessivamente com o seu aspecto exterior, pois querem ser como essa boneca (quantas vezes já não vimos miúdas com doze anos que parecem ter dezasseis!)(Sim, claro também existem os exemplos de obesidade infantil e de todos os dramas que estas crianças enfrentam - isso daria outro post - um dia destes falo disso.)!
... com isto digo que não gosto do conceito Barbie, prefiro a minha querida Tucha - "Volta, estás perdoada!".
(Quem me dera que as minhas Feijoquinhas viessem a ter Tuchas e não Barbies, ou então, pode ser que até lá inventem outra boneca mais real!)