sexta-feira, 28 de junho de 2019

28.06.1991? - 28.06.2019

Hoje, há vinte e muito anos, tinha uma notícia que destruía parte de mim. Era socialmente excluída da tua vida.
Os anos passaram.
Duros.
Crença descrente.
Outros rumos.

Hoje, precisamente hoje, agora, sinto-te dentro de mim e sei que é para sempre.
Podem passar anos.
Poderão ser duros ou suaves.
A descrença desvanece-se.
É este o rumo.

Cato

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Agora, é agora!

Precisamos de nos ver. 
Há anos que sonho, imagino, penso como poderá ser um reencontro. 
Tudo acontece dentro da cabeça... mas... e quando acontecer? Como é que vai ser mesmo? 

Não sabemos. 
Pode acontecer tudo... e pode não acontecer nada...
Podemos sentir tudo... ou nada... 

Precisamos de ter esse momento. 

Estou cansada de ter medo... 
Estou cansada de poder estar a recusar a felicidade, quer ela seja ou não contigo. 
Assim não somos felizes com ninguém. 
Precisamos de nos perceber. 
Precisamos de nos ver... de nos sentir... de olhar olhos nos olhos... Só nesse momento poderemos decidir o que fazer ou não. 

Não quero continuar à espera de um encontro imprevisto, sem querer, por acaso... Esse já o espero e imagino há muito, agora é tempo de acontecer... de não ter medo... de perceber, realmente, o que se passa. 

Olho para trás e percebo que tu existes na minha vida desde (quase) sempre...

Estou cansada de negar o que sinto...

E tu?
Tens medo de sentir e assumir o que sentes...

Cato

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Medo de sentir

O medo de ser feliz aniquila a felicidade.



Quando se solta a avalanche, já nada a deve deter.




Cato

domingo, 23 de dezembro de 2018

O dia em que morreres...

Atormenta-me não saber o dia da tua morte.
Quando tu morreres, eu não vou saber!
Quando tu morreres, eu não vou poder chorar, não vou poder fazer o meu luto, não vou poder ser a viúva...
Quando tu morreres, eu não vou saber e isso atormenta-me e faz-me pensar que de cada vez que não me respondes podes ter morrido... e isto é uma morte lenta...

Cato

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Cabelo anil

Há sempre um momento, um minuto, uma palavra, uma imagem, um som...
Há sempre um sinal que se lança e que é recebido...
Há sempre a resposta, verbal ou não, intuitiva decerto...






Há...




Sempre...



Eu sabia que continuavas aí...




Quando fores careca e eu tiver o cabelo anil!



Cato

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Livro inacabado.

As palavras estão todas juntas na minha cabeça.
Ensaiei o discurso vezes sem conta. Há já alguns anos que o ensaio, no último ano com mais rigor.

As palavras estão todas juntas na minha cabeça.
E penso: é amanhã. de amanhã não passa. é depois da data X. depois da data X não passa.

As palavras estão todas juntas na minha cabeça.
Preciso que elas saiam.

As palavras estão todas juntas na minha cabeça.
Mas dói.
Frustração.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

... quando o buraco não tem fundo...
... as paredes são companheiras...
... o silêncio...
... o vazio...
... a certeza...
... a frustração...
... o grito estrangulado...
... a recusa...
... a cegueira...
... a mudez...
... a inação...
... os estilhaços...
... as estúpidas migalhas de nada...

Não é nada disto. Isto não é nada.