terça-feira, 19 de novembro de 2013

Terapia da fala

Hoje foi a primeira consulta da minha I.
Foi cansativo. Parece-me que pedir hora e meia de concentração a uma criança com esta idade é excessivo. Gostava de ter saído de lá com total confiança na terapeuta. Isso não aconteceu. Vou dar tempo, quem sabe.
Definitivamente, a luta da minha I (e minha, e de todos os que a rodeiam) a partir de hoje tem dois nomes:
C e G.

sábado, 26 de outubro de 2013

Congresso Álvaro Cunhal ou Metas de aprendizagem?

Mesmo local, mas portas distintas.


Parece-me que, pelo menos, na parte da manhã optei pela porta errada!

Há pessoas que deviam estar caladinhas. Falar sobre Oralidade sem sequer ter um pingo de oratória é duro!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Adições


Há pessoas que não podem ver:
- uma camisola e vão logo comprar;
- umas calças e vão logo comprar;
- um verniz e vão logo comprar; 
- bijuteria e vão logo comprar;
um computador, telemóvel, ipad, etc e vão logo comprar;
- etc, etc, etc...
... eu é livros!
Antigamente, comprava-os para mim, entretanto o dinheiro foi escasseando e comecei a racionar e arranjar motivos mais do que suficientes para resistir à tentação, afinal, tenho tantos livros em casa que ainda não lhes pus os olhos em cima, uns porque nem por isso gosto do autor, outros porque a história não me parece interessante, outros porque ainda não estou preparada para isso, outros porque são clássicos, que toda a gente leu, e eu fujo dos clássicos como do Diabo, outros porque simplesmente não me apetece, outros porque nem sei...
Agora a situação agravou-se.
Dinheiro não há, mas esta adição atingiu o expoente máximo com os livros que compro para as minhas feijocas. Entendi que elas tinham que ter uma biblioteca de "uso diário" e uma de "uso controlado" e... estraguei tudo. Neste momento, não há uma vez que não entre numa livraria, num supermercado, no raio que me parta, e não compre um livro para a biblioteca de "uso controlado". Ainda hoje comprei dois, dois, dois, não me bastava um, comprei dois, dois, e depois quando olhei para a conta achei alguma coisa estava errada!
Vou à falência.
Definitivamente sou uma books addited (será que é assim que se escreve?)!

domingo, 13 de outubro de 2013

É urgente

... fazer umas limpezas na minha vida.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

40

Há muito que não fazia uma destas. Desde a Rainha Margot. Ainda andava na faculdade. Há quanto tempo foi? Talvez uns 20 anos. 20... 20? 20.
Dessa vez também fui sozinha ao cinema. Ao Mundial. Sala mítica. (Hoje desci de nível.)
Também dessa vez fiquei dentro da sala durante o intervalo a escrever. Há 20 anos (20? 20!) estava petrificada pelo encanto da densidade dramática do filme.
Hoje, decidi ter um tempo para mim.
Hoje, especialmente hoje, considerei que merecia duas horas para mim.
Decidi que hoje os actores tinham que estar comigo. Fazer parte do meu dia.
Hoje, merecia um tempo para estar sozinha a ver aquilo que me enche sempre.
Não podia escolher outro filme que não este - A Gaiola Dourada - Portugal no seu íntimo e no seu melhor. Maravilhoso.


Que bom! Foi tão bom! Tão apaziguador! O silêncio. O tempo. Só. Nada.


Parabéns a mim!

domingo, 29 de setembro de 2013

Mensagens subliminares no ato eleitoral

Já fui votar.
Tal como tinha decidido escrevi nos três boletins "Ó Portugal, hoje és nevoeiro.../É a hora!" Fernando Pessoa, mas o importante nem é isso.

Logo de manhã, expliquei às minhas feijocas onde íamos e a importância daquilo que iríamos fazer. Depois da explicação, a S. decidiu vestir o fato de palhaça que usou no Carnaval passado e fomos votar nestes preparos!

Fomos, portanto, a atração daquela mesa de voto, não só pelo tempo que demorei a escrever nos três boletins, o que não é muito habitual, mas essencialmente porque havia uma miúda vestida de palhaça que se mostrava a todos expressando assim a sua opinião inocente em relação a isto!

Brilhante, minha S., brilhante!

Eleições autárquicas

Acabei de decidir o que vou fazer amanhã nos meus boletins de voto!

NEVOEIRO

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo - fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer,
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a hora!
Fernando Pessoa

Votar nulo estava decidido, só estava na dúvida entre escrever nos boletins "Falta cumprir-se Portugal!" ou "Ó Portugal, hoje és nevoeiro.../É a hora!", por isso, hoje, depois de assistir a uma performance de um amigo, decidi perguntar à audiência qual a melhor frase (ou seja, fiz uma espécie de votação, apropriado, não? sem eles saberem qual o objetivo!). Escolheram a segunda opção e então revelei-lhes o intuito.

Ficou decidido.

Amanhã escreverei "Ó Portugal, hoje és nevoeiro.../É a hora!" - será o meu protesto.