sábado, 11 de outubro de 2014

Para o lixo...


A vida das minhas Dr. Martinez chegou ao fim.
Hoje, ganhei coragem e coloquei-as no lixo (embora elas já tivessem morrido há muito no fundo do gavetão). Não havia remédio possível - sola partida!


Também as minhas de Pastor, depois de tantos anos, estão a ficar pequenas (!?) e parece-me que terão que pedir reforma antecipada, já que estas nunca se estragam.

Resultado - as minhas botas de sonho de sempre e para sempre estão a desaparecer da minha vida... e o que eu penei para as ter... e agora, num sopro, lá se vão os meus ícones do calçado... não há direito.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Terapia da fala - o fim

Depois de quase um ano de sessões de terapia da fala, ontem, tudo acabou.
Este não foi um processo fácil. Durante muito tempo, mas muito tempo mesmo, a I. recusou completamente as sessões, não queria fazer os exercícios, e acabava por aniquilar tudo o que a terapeuta preparava para ela. 
Tive muitas conversas e até zangas com ela devido à sua postura. Disse-lhe, com toda a frontalidade, que se ela não queria lá estar, então, não íamos mais, pois eu estava a gastar muito dinheiro e que não estava disposta a continuar se não se justificasse. Fiz-lhe ultimatos. Expliquei-lhe mil vezes que principalmente ela tinha que querer, pois contra vontade nunca conseguiria ultrapassar a questão dos sons K e G. Enfim... 
Até que houve um dia, depois de uma destas minhas conversas, em que ela me disse "Eu agora quero ir à C." e a partir desse dia tudo mudou. Na verdade, parece-me que foi na semana após esta declaração que ela me presenteou com o som K. 
Ontem, foi o fim da linha anunciado desde agosto. Esta última sessão teve direito a sorrisos e lágrimas, afinal, a I. foi a primeira criança que esta terapeuta acompanhou desde o início até ao fim do tratamento. 



Agora é aguardar que os sons lh, nh e duplas consoantes surjam naturalmente durante este ano na S., caso contrário, parece-me que teremos que voltar a estas sessões, desta feita com outra protagonista. 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Acabou o mistério

Após quase um mês e meio de suspense, acabou-se o mistério. O suposto quisto era mesmo sebáceo. IUPI!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014



























... cada dia que passa sinto que sou pior...

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Excisão de um (suposto) quisto

Ontem, fui retirar o meu suposto quisto sebáceo. Incrivelmente ontem! Que rapidez! Tive a consulta no hospital no dia 28 de julho e a intervenção cirúrgica no dia 4 de agosto! Tudo corria bem, até ao momento em que o médico, após ter dito no início da cirurgia que o quisto não era para análise, disse "Afinal vai para análise!".

???

Agora é esperar até dia 19 de setembro e não pensar muito nisto. Até lá, o organismo terá que absorver os pontos (não faço ideia de quanto tempo demorará - não esquecer a qualidade desta minha linda pele que nunca gosta de pontos e que costuma, após a sua remoção, abrir novamente...). Maravilha!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Portas, janelas, folhas e vento

Arrumo as folhas por ordem. Aquelas que faltam, estão na memória, sem ser necessário a prova física da sua existência. Carinhosamente as alinho, organizo e disponho mediante o sentir. Fecho todas as portas e janelas à minha volta para que o vento fique lá fora e contemplo a minha obra convicta da perfeição. Mas... e a chave? Onde está a chave das portas e janelas? Subitamente, o receio e a insegurança instalam-se e é impossível acreditar que aquela porta permanecerá fechada. A chave... comi-a, não existe mais... e a porta começa a ranger.

Joana Cato

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Eternamente

Um dia, numa estação de comboios, ela disse-lhe:
- Vai ser sempre assim, podemos mudar de rumo, conhecer outras pessoas, sei lá, mas havemos de ser velhinhos, tu careca, eu com o meu cabelo anil e continuará sempre igual.

Ainda não são velhinhos, mas já passaram vinte e dois anos e continua tudo igual. É como se esse passado longínquo tivesse sido mesmo ontem e não existissem barreiras para a ilusão. Sim, eles sabem que tudo não passa de uma ilusão. Se a realidade da pasta de dentes tivesse existido, provavelmente hoje seria hoje sem espaço para o outrora. Mas não aconteceu assim, e hoje, está tudo igual.

Joana Cato