terça-feira, 30 de junho de 2009

Ai!

Mário Viegas no seu melhor!

Ai!

video

sábado, 27 de junho de 2009

Odeio...

... o «Depois vê-se», quando já passou muito tempo e é Agora, , que tem de ser feito!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O homem-menino

Quando eu era menina gostava do rei da Pop, não, nunca fui fanática nem o considerava um ídolo, mas sempre lhe reconheci o seu valor e importância.
Hoje, quando soube da sua morte, as primeiras memórias que tive foram as viagens para o Algarve e o "karaoke" que eu e a minha irmã fazíamos. O banco de trás do Fiat 127 era nosso, tal como o gravador a pilhas, mais conhecido por "tijolo", que passava vezes sem conta o Billie Jean e o We Are The World. As nossas imitações desta última ainda estão bem presentes...


Já não vale a pena dizer nada...

Há uns anos atrás disse-te aquilo que continuo a pensar que era o correcto: se te faz feliz... se é isso que queres... se te sentes bem...

Depois da descoberta e do julgamento cobarde a que foste submetida e a que te submeteste, não me calei: em qualquer conflito as duas partes têm uma quota parte de culpa... não foste só tu quem o fez... não te deixes enganar... não deixes que te culpem... toma uma decisão... não podes viver assim... há muitas formas de violência...

Por amor, por comodismo, por fachada, ficaste, acreditando que a submissão te daria a felicidade, e eu alertei: estas não são as melhores bases de sustentação... tu não podes viver assim... não podes ser eternamente culpada pelo passado, mesmo por que não foste a única, apesar de não haver confirmação efectiva... não prescindas da tua felicidade e bem estar... se não és feliz toma uma atitude...

Hoje, e ciclicamente, a situação continua a acontecer. Continuas a ser enganada, mas sempre à espera que as coisas se resolvam a bem ou que seja ele a sair porque não queres tomar essa decisão, afinal, ele faz sempre questão que sejas tu a sentir-te culpada.

Desta vez foste tu que disseste que não valia a pena eu dizer nada e eu não disse, limitei-me a sorrir quando me contaste a história que ouviste hoje de manhã.

O que eu penso é óbvio, infelizmente o que se vai passar também é óbvio.
Mais uma vez vai tudo continuar na mesma: tu serás sempre aquela que sofre, ele continuará como gosta.

(Escusado será dizer que para ele eu sou a amiga que não é amiga porque não dá bons conselhos. É natural que ele assim pense, afinal, eu não embarco nas histórias aos quadradinhos que ele conta.)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Às vezes...

... nem sei o que sinto, nem o que penso, nem o que quero, nem o que espero, nem o que desejo, nem o que é certo, nem o que é errado, nem o que é exigível...

... o único sentimento que impera é a impotência, a incapacidade de agir...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Mimos via email

Uma das minhas "meninas bonitas" enviou-me este vídeo via email, dedicando-me esta música. Aqui fica, música e letra, com toda a verdade que elas contêm.
Felizmente há pessoas que se cruzam na nossa vida para ficar!


As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade


"Chuva", Mariza

domingo, 21 de junho de 2009

Já fui...

... e já cá estou!
Afinal, as coisas também podem melhorar!
Agora é só continuar a portar-me bem e continuar a "fazer figas" para que as minhas feijocas fiquem e fiquem e fiquem...

sábado, 20 de junho de 2009

Amanhã...

... vou fazer uma visita ao hospital.


Espero que seja apenas uma visita e não uma passagem de ida sem regresso marcado.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Telefonemas irritantes


O que é que se pode fazer quando nos ligam a relatar algo que sabem que nos vai irritar, mas fazem-no dizendo «Não te estou a irritar nem a preocupar, pois não? Não é essa a minha intenção!»? E se, não contentes com a façanha, ainda nos ligam a seguir com o famoso «diz que disse» envolvendo a nossa vida, ou melhor, não-verdades acerca da nossa vida?

Haja paciência!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Nomes

É verdade, a "guerra" dos nomes continua e agora com a iminência de um nascimento a muito curto prazo, parece que a solução está cada vez mais longínqua!
Era tão fácil se o meu maluco concordasse com a mensageira dos deuses e com a "anti-Cristo", como ele lhe chama.
As miúdas ainda nascem e em vez de nomes vou ter que dizer à enfermeira «Olhe escreva aí bebé A e bebé B, porque as conversações ainda não terminaram»!!!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Lindo!

Two Men - Zumanity

Egoísmo - amor excessivo a si mesmo, subordinando os interesses alheios ao seu próprio interesse.

Altruísmo - amor desinteressado ao próximo; gosto de fazer bem aos outros. Doutrina ética que prescreve a abnegação e a procura do bem alheio como princípios supremos da moralidade.


... ou de como o sexo masculino se encaixa no primeiro sentimento e o sexo feminino se encontra no segundo...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Como gente grande – reportagem TVI

Infelizmente, a reportagem que passou hoje na TVI mostra a realidade dos nossos adolescentes.
Hoje a pressa de crescer, de fazer aquilo que os adultos fazem é de tal maneira atroz que os jovens deixaram de viver o que é próprio de cada faixa etária.
Chamem-me o que quiserem, mas não acho normal que miúdos com doze e treze anos saiam à noite, bebam bebidas alcoólicas e tenham experiências sexuais com a “curte da noite”. Aliás não acho normal que isso aconteça nem aos doze nem aos quinze.
A “impaciência, rebeldia e fúria de viver” mencionadas na reportagem só fazem com que a vida dos adolescentes de hoje seja vivida precocemente e por isso deixe de fazer sentido muito mais cedo, deixe de haver a novidade e a surpresa próprias de cada acontecimento novo.
Choca-me ouvir uma miúda de quinze anos dizer que bastam “cinco dias, uma semana para dar o passo seguinte” numa relação (entenda-se o que se quer dizer com “passo seguinte”).
Choca-me ouvir um rapaz de dezassete anos dizer que já não tem vontade de ir para a noite, porque já conhece tudo.
Como é que é possível? Está a perder-se tudo.
Eu só comecei a sair à noite (ir a bares e discotecas) com os meus dezoito anos e, mesmo assim, foi preciso fazer um contrato com os meus pais em que eu me comprometia a fazer uma série de coisas para poder sair seis vezes por ano à noite e chegar no primeiro comboio da manhã! Por isso mesmo, “sair à noite” adquiriu uma grande importância na minha vida e durante muitos anos gostei da noite e fui descobrindo mais sítios e hábitos, sabendo sempre pesar o que devia ou não fazer.
Na minha educação, a disciplina, a autoridade e o “não” sempre estiveram presentes e foram eles que me formaram e me fizeram saber distinguir o bem do mal. Os meus pais sempre foram pais com tudo o que isso representa.
Hoje, como referia o psicólogo Quintino Aires, a figura do adulto tende a desaparecer, porque tudo o que “cheira a imposição, cheira a ditadura” e todos os pais fogem disso. Segundo ele, os pais têm medo de dizer que não e gabam-se de serem o melhor amigo e a melhor amiga dos seus filhos, quando na realidade esse é um erro crasso. Os pais têm que ser pais, têm que representar a autoridade, a disciplina, o respeito. Os filhos têm que obedecer aos pais, respeitar as pessoas mais velhas e saber lidar com o “não” e com a frustração.
Hoje, com medo de perder os filhos, nunca se chega a tê-los efectivamente, porque os papéis deixam de servir às partes implicadas cedo demais.
Hoje, a crença no “sim” e na condescendência faz com que os jovens sejam cada vez mais imaturos (apesar do seu aspecto exterior nos mostrar o contrário) e acreditem no facilitismo de tudo, afinal tudo lhes é permitido.
Hoje, acredita-se em pedagogias que estupidificam as crianças porque elas não podem ser confrontadas com o erro e a frustração, nem podem levar uma palmada no momento certo, pois podem ficar com traumas.

Torno a dizer, chamem-me o que quiserem, mas hoje perdeu-se toda a noção de crescimento e educação.
O “não” é uma das palavras mais importantes na educação.
Lidar com o insucesso e a frustração faz bem aos adolescentes, fá-los crescer e saber superar os obstáculos que a vida lhes reserva.
Experimentar tudo cedo demais retira o sabor da vida, retira a surpresa, a descoberta…
Saltar a adolescência para fazer uma vida adulta cria adultos sem responsabilidade e noção dos limites.

Sim, eu sei que vou ser mãe.
Sim, sei que educar não é fácil.
Sim, a teoria é sempre muito fácil.
Espero não me esquecer de nada do que aqui escrevi.
Espero que quando me desviar dos meus ideais me lembre/me lembrem de consultar as minhas próprias palavras.

domingo, 14 de junho de 2009

sábado, 13 de junho de 2009

Quem é quem

As coisas que nos acontecem na vida ajudam-nos a perceber o nosso eu e o dos outros - é uma questão de atenção.
Há coisa de um ano comecei a confirmar, aos poucos, aquilo que suspeitava há muito e desde Setembro que a minha certeza é absoluta (cá está a tautologia que nos ajuda nos pleonasmos).

No Sermão de Santo António aos Peixes, Padre António Vieira fala de uns peixinhos muito pequeninos de seu nome Pegadores. Estes têm a particularidade de serem uns parasitas da sociedade que se juntam ao Tubarão por este ser mais forte e os ajudar a comer sem terem que fazer esforço algum. No Sermão, o grande drama destes peixitos é que quando o Tubarão morre, também eles morrem pois não sabem sobreviver sozinhos.
Mas na vida tudo pode ser diferente... Há Pegadores muito inteligentes, daqueles que ao saberem previamente da queda do Tubarão em exercício "se pegam" ao Tubarão que se segue para nunca cairem. Na vida, estes Pegadores são também um pouco Polvo, o mais traiçoeiro de todos os animais, já que os seus tentáculos estão sempre prontos para atacar os mais incautos e inclusivamente atraiçoar o ex-Tubarão se for preciso.

Ontem telefonaram-me a perguntar sobre o grau de confiança de um destes Pegadores. A minha política é sempre que as pessoas descubram por si o que as rodeia. Não pude evitar - "Já tive mais incertezas do que tenho hoje". E a conversa acabou.

A minha avó Rosa (na realidade bisavó, eu é que sempre a tratei por avó) dizia "Muito riso pouco siso" e a minha amiga L diz sempre "Confia, desconfiando". Estes conselhos norteiam muito a minha vida.

Bem, já agora, aqui vai outro chavão igualmente verdadeiro "Não se pode agradar a Gregos e a Tróianos", afinal, quando isso acontece, invariavelmente, alguma coisa não está bem.

Voltando ao Pegador que deu origem a este post. Poucos serão aqueles que conseguirão vislumbrar as suas verdadeiras características e as escadas servem para subir!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Comunicação bilateral


Aos murros e pontapés que podem ser carícias eu respondo telepaticamente: deixem-se estar aí, por favor. Não queiram já a realidade. Estão tão bem nessa redoma fofa e quentinha. Fiquem. Só vos quero cá fora no final de Agosto, está bem?

Amolador de facas

Hoje acordei ao som do amolador de facas e de repente recuei até aos sete ou oito anos e fui a correr à varanda ver o senhor que toca harmónica e vem de bicicleta.


Na verdade, hoje não fui a correr, nem à varanda, nem vi o senhor de bicicleta. Os passos foram vagarosos a saborear o som antigo e o senhor em vez de bicicleta vinha numa daquelas motoretas azuis com caixa aberta atrás (modernices!).


Definitivamente, a nossa vida é regida pelos cinco sentidos.
O nosso amigo Alberto Caeiro é que sabe!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Risco

Ontem tive a certeza.
O risco é certo e muito grande.
Tenho que estar mais "sogadita" que nunca.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Prison Break

A minha querida série voltou a ocupar o meu domingo à tarde...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Citações

"- O senhor está com má cara - sentenciou.
- Indigestão - repliquei.
- De quê?
- De realidade."

O Jogo do Anjo de Carlos Ruiz Zafón

Alcachofras

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Por esta altura já andaria a investigar os campos mais próximos à procura de uma alcachofra lilás, bonita e que prometesse florir depois de ter sido queimada.
Por esta altura já andaríamos a pedir, de porta em porta, objectos usados e indesejados que pudessem integrar os prémios da quermesse, e já estaríamos a enrolar rifas há alguns dias.
Por esta altura já teríamos investigado as obras mais perto para podermos ir "buscar" alguma lenha para as fogueiras.
Por esta altura a ansiedade de chegar à noite de Sto António, e de todas as noites festivas seguintes, era arrebatadora.
Por esta altura já teríamos feito os cálculos para podermos ter sardinhas e caldo verde na noite de S. Pedro e todos os dias eram revistas as imagens dos anos anteriores... o olhar... o sorriso... a vergonha... o ansiado pedido para dançar no bailarico... saltar à fogueira só... e de mãos dadas... queimar as alcachofras juntos e atirá-las para trás três vezes... no dia seguinte, colocar a alcachofra num vaso que estivesse na varanda e esperar e observar a outra alcachofra que estava na varanda da frente à espera que ambas florescessem como prova daquele primeiro amor...
Era assim naquele tempo.

Ontem vi alcachofras aqui ao pé de casa.
O filme passou todo na minha memória.
Tive vontade de apanhar uma.