sábado, 31 de dezembro de 2011

Adeus 2011

Despeço-me deste ano completamente de rastos.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Ressequimento


Tudo começou quando a terra ficou saturada de tanto trabalhar.
As plantações eram sucessivas e ela não respirava. Um dia, o agricultor plantou um pé de feijão muito forte e que lhe sugava toda a água que ainda lhe restava e como esta nova plantação era frágil, a terra canalizou para aí toda a energia, e as outras plantações, principalmente a macieira do centro, ressentiram-se. O agricultor nada fazia ao ver a terra ressequida. Ficava só a olhar a, para ela assustadora, queda da colheita, preocupando-se, principalmente, com aquilo que pouca relevância tinha quer para a macieira, quer para o pé de feijão. A terra sentia-se cada vez mais despovoada e sem capacidade para se autorregenerar.


Ela sabe que em breve nenhuma maçã sobreviverá e que agora já nada pode acontecer para que a sua produtividade volte a ser o que era antes.


A terra transformar-se-á em deserto. Só o pé de feijão vingará, mas sem a força que devia, porque a terra que o sustenta está morta por dentro.

Dor-dupla

Para além da dor-fria que se instalou após a verbalização e que permanece sem esperança, hoje existe uma outra dor, a dor-mãe que não pode ir ao lanche para os pais no "infectário" das feijocas.


Hoje não está nada bom, nada bom mesmo.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A ti, SL

Há pessoas que se cruzam na nossa vida e por quem sentimos uma química imediata, com quem nos identificamos e gostamos de conversar, assim como há aquelas por quem sentimos um asco inevitável, mesmo que elas nunca nos tenham feito mal. São sentimentos que não se explicam. Alguns dirão que são resquícios de vidas passadas.
Há pessoas que fazem com que, de repente, as palavras escondidas, nunca reveladas, comecem a sair em catadupa e desvendamos aquilo que materializado assume um peso maior porque foi verbalizado.
Há ligações que se criam inconscientemente.
Há situações iguais às nossas e que convivem ao nosso lado sem que (quase) nos apercebamos disso.

Obrigada por hoje.
Desculpa por hoje.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Hoje...

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... o coração não bateu mais forte, o sangue não correu desenfreadamente, as palavras custaram a sair. O ideal-real-agora-indesejado continua a habitar-me, mas apenas como hóspede a quem não queremos transformar em sem-abrigo pelo costume de o albergar.











Os anos passam. 40. Parabéns.


Joana Cato

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Desmontagem do que é a publicidade










Nota - tenho tanta coisa para dizer, mas não tenho tempo para o fazer. Melhores dias virão!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Soltas das feijocas


Há uma semana atrás quando dava banho à I. surgiu esta linda conversa:
I. - Mamã, fofolate.
Eu - O quê, bebé?
I. - Fofolate.
(Eu a olhar para ela e a tentar descortinar que raio de palavra é que ela me queria dizer e ela a repetir vezes sem conta o "fofolate" até que se fez luz.)
Eu - Queres dizer chocolate, filha?
I. - Sim, mamã! (a sorrir)
Eu - Tu comeste chocolate, bebé? (incrédula)
I. - Sim, mamã! (sorriso rasgado)
Eu - Quem é que te deu chocolate, filhota? (a engolir em seco e já a pensar em desancar alguém naquele infantário, porque sabem que eu não quero que deem doces às minhas feijocas)
I. - A Maía.
Eu - A Maria? Quem é a Maria, é uma amiguinha tua?
I. - Sim!
(Percebi tudo. A dita Maria devia estar a comer pão com chocolate e deu a provar à minha I.)

No dia seguinte, no infantário, decidi averiguar a situação para saber se a minha princesa me tinha relatado tudo bem ou não e, segundo as auxiliares, a história confirma-se, pois a meio do lanche viram que a I. tinha chocolate no canto da boca e elas garantem não lhe ter dado nada disso, a menos que a companheira do lado, a Maria, o tivesse feito.

Conclusão 1 - a catraia até me conta a verdade.
Conclusão 2 - está tudo estragado, a miúda já sabe o que é bom!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Prendas artesanais

Ora aqui está um novo sítio onde podemos encontrar coisas giras para oferecer.

sábado, 12 de novembro de 2011

Há tanto tempo que não íamos ao hospital...

Ontem, à hora do banho, sentei-as no sítio do
costume e dei-lhes uns quadros magnéticos que tinha comprado na véspera e que elas adoram. Fui à cozinha e demorei cerca de 5 minutos, nem tanto. Quando voltei estava a I. com os dois quadros na mão a dizer "tagado" (tradução - estragado). Olhei para a porcaria das canetas e vi que os ímanes tinham desaparecido. Lembrei-me logo da advertência do brinquedo: "Este jogo contém ímanes. Os ímanes aderem um ao outro ou/e a um objeto metálico. Dentro do corpo humano podem causar danos sérios ou fatais. Procurar imediatamente ajuda médica se forem engolidos." - fiquei verde, azul, à riscas a olhar para a I. Quis que ela abrisse a boca para eu ver se ela ainda os tinha lá. Solicitação veementemente negada. Telefonei para a saúde 24. Como de todas as outras vezes, aconselharam-me a ir ao hospital. Enquanto esperava pelo pai, comecei a pensar que estava a atribuir as culpas à I., mas a verdade é que ambas estavam lá, portanto também a S. poderia ter engolido os ditos ímanes. Quando ele chegou, vasculhámos o chão e forma encontrados 3 ímanes, supostamente seriam 4.
Hospital a correr.

Chegámos lá, fomos, talvez pela primeira vez, atendidos rapidamente, tirámos radiografias e, graças a Deus, "nenhum corpo estranho foi detetado".
Foi uma noite espetacular, portanto.
Estas miúdas estão cada vez mais malucas e a dar cabo de mim.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

11.11.11

E já lá vão 10.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A saga começou

Depois de dois dias de ameaças, tenho as duas com febre.
Não está mau, afinal, a saga só está a começar hoje, 9 de Novembro, portanto não me posso queixar.






Nota - pormenorzinho sem a mínima importância - logicamente, estou só, como sempre, aliás, eu até acho que isto está tudo combinadinho, é verem-no a ir-se embora e zás, "vamos ficar doentes que a gaja agora está sozinha e assim ela enlouquece de vez!". Ai, eu não quero acreditar, mas que as há, há, e andam sempre a pairar por aqui!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Foi hoje, esta madrugada

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... e depois de vos ler, só tive vontade de chorar...







... e por isso continuo a acreditar...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Chuva


Recomeçou o meu drama!

domingo, 23 de outubro de 2011

Do outro lado do mundo


O meu amiguinho está quase de partida para Timor. O meu amiguinho que amo de paixão!
Hoje esteve cá em casa para fazermos aquela coisa horrível - despedida.
Embora a conversa fosse sempre parar à viagem, procurei nunca pensar na despedida, efetivamente.
A verdade é que acredito nesta longa estadia.
Acredito que quando voltar vai ter uma nova vida. Uma vida boa. Uma vida melhor.
Continuo a acreditar.
Antes do ponto final que termina uma história, existem muitas vírgulas, pontos e vírgulas, pontos de exclamação, pontos de interrogação, travessões e reticências...
Eu acredito (sou assim, acredito, ponto final e agora é mesmo ponto final).




Vou ter saudades tuas.

P.S. - Quando chegares elas já farão uma continência a sério e falarão corretamente - "Boa tarde, senhor polícia!".

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Chichi na sanita


Vim aqui só para dizer que hoje, depois do banho, quando estava a pôr creme na I. ela disse: "Chichi, saita, mãmã!". E eu lá a coloquei sentadinha na sanita e ela fez mesmo chichi! Está uma crescida!!!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Madrinha

Ver-te assim doeu, doeu muito, ainda não consigo equilibrar o que vai cá dentro.
Sempre foste/És o meu exemplo de coragem, determinação, vontade de viver (melhor, vontade de sugar todo o tutano da vida), de luta, de capacidade de ultrapassar obstáculos...
Quem suportaria as dores por que já passaste e continuaria com esse sorriso nos lábios e essa força? Quem, como tu, assistiria às mortes abruptas de filho e depois marido e nunca baixaria os braços?
Ver-te com esse olhar vazio e ouvir o provável destino é rendermo-nos a uma inevitabilidade à qual tu nunca te sujeitaste.
Não quero assumir o hoje. Quero relembrar-te e ver-te de outra forma, sempre pronta para a vida, sempre com garra e dinamismo.
És a pessoa com mais coragem e mais querer que conheci. Não te deixes levar, luta, luta mais uma vez, luta com todas as forças que te restam e com todas as forças daqueles que acreditam em ti.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Na minha ex-querida-praça


Pois que este sábado lá fui eu à minha-senhora-da-fruta e depois decidi ver se encontrava uns babetes nos meus ex-queridos-ciganitos.
Não, não encontrei os babetes, mas em compensação comprei duas camisolas e uma saia pela módica quantia de... de... de... 1€.
Juro! É real! E não, não têm defeitos, está tudo direitinho.
E quem é que qualquer dia começa a amar novamente esta nova praça?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

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e há tantas vozes na minha cabeça que querem sair...

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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Chichi no bacio


Ontem, a minha I. fez por duas vezes chichi no bacio e hoje tivemos esta linda conversa ao acordar:
I. (em cima do fraldário) - Mamã, chichi bacio.
Eu - Deixa a mamã tirar a fralda, está bem?
I. - Xim.
Eu (pensamento "Bolas, isto não dá jeito nenhum, tenho que me despachar e ela não vai fazer chichi nenhum, deixa-me lá ver o que ela me diz") - Oh I. e se a mamã pusesse a fraldinha para nos despacharmos, hã?
I. (decidida) - Não, mamã, bacio!
Eu (pensamento "Bem, se calhar é mesmo a sério, o melhor é verificar") - Está bem. (Fui lá pô-la) Mas agora ficas aqui sossegadinha a fazer o chichi enquanto a mamã vai despachar a mana, está bem?
I. - Xim.
Daí a três minutos grita da casa de banho.
I. - Já tá, mamã.
E estava mesmo, um grande chichi dentro do bacio (sim, dentro, porque existiram por aí umas vezes em que o chichi ficou no chão do quarto, etc, porque ela decidiu levantar-se antes do tempo).

Isto promete!

domingo, 2 de outubro de 2011

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

"Fui-o outrora agora"*

Hoje ouvi esta música na M80 (estação dos cotas, já sei!) e de repente estava lá atrás, com um vestido por cima das calças, um lenço na cabeça, as "botas catitas", o "baú", olhos com eyeliner preto e lábios vermelhos. Durante estes dois minutos e pouco fui eu, e reavi aquela liberdade e felicidade de outrora. E lembrei-me de ti, e de ti, e de ti, e de ti, e de ti, e de ti, e de tantos outros que fizeram com que esse tempo tenha sido determinante para a construção do meu Ser e que ainda agora, embora alguns se tenham perdido no espaço e no tempo, continuam Aqui dentro.




*in Fernando Pessoa

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Falha


Todos os dias dizemos adeus à janela e eu faço palhaçadas.

Hoje estava atrasada.

Hoje saiu ao mesmo tempo que eu uma mãe da sala delas.

Hoje elas ficaram a dizer adeus para o vazio.

Quando me vim embora é que me apercebi que com a pressa e a presença da outra mãe, não tinha cumprido o ritual, e o vazio apoderou-se de mim.

Falhei. E esta falha dói-me no coração.

domingo, 25 de setembro de 2011

Adenda ao post anterior


Esqueci-me de dizer que às tantas, estava a minha S. toda nua de pé no chão e de repente começa a fazer chichi, formando-se uma linda poça no chão.
Foi a cereja em cima do bolo!

sábado, 24 de setembro de 2011

Consulta dos 2 anos

Eis os números:
I. - 12 kilos e 93 centímetros = percentil 50 no peso e 95 no comprimento;
S. - 12 kilos e 89 centímetros = percentil 50 no peso e quase 90 no comprimento.
Gigantes portanto, eu serei a minorca cá de casa.

Pormenor: tive que ir sozinha à consulta, logo o circo foi montado e aquele consultório parecia uma casa de doidos, mas o ponto alto foi quando eu, a dada altura, depois de ter dito e feito (quase) tudo, disse à pediatra com um tom ameaçador "Posso fazer uma coisa?", na cara dela vi espelhado o questionamento e o medo de que eu fosse espancar as miúdas, e nisto coloco a minha voz setecentista e digo "Oh Brazia, onde é que tu andas filha?" e foi o silêncio acompanhado da estupefação e riso da médica.

Com uma mãe destas, como é que as filhas podem ser boas da cabeça? Impossível!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

À beira de um ataque de nervos


Esteve cá em casa no domingo, 2ª-feira quando cheguei lá estava ela, ontem quando lá cheguei soube que ela tinha lá estado, hoje quando vou a sair de casa estava ela a chegar e acabámos por ir lá as duas. Chamo a isto exagero, obsessão, e fico completamente alterada, furiosa, irritada, fora de mim, sinto que me transfiguro.




Nota - Espero nunca me esquecer para nunca ser igual, é que sem ser por mal, porque acredito que não é por mal, a falta de respeito, o esticar a corda, a imposição da presença, são de tal maneira excessivas que sufocam e minam qualquer tido de relação.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Do show off, pelo mestre

Cultura do espectáculo

Não quero ser apocalíptico, mas o espetáculo tomou o lugar da cultura. O mundo converteu-se num grande palco, num enorme show. Metade da população mundial vive dando espetáculo à outra metade. E provavelmente vai acontecer um dia em que já não haverá público e todos serão atores, e todos serão músicos.

Zero Hora, Porto Alegre, 12 de Abril de 1997
In José Saramago nas Suas Palavras

(publicado hoje no O Caderno de Saramago)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Exames IV

Supostamente já estão todos feitos, os imagináveis e os inimagináveis. Relatórios - tudo normal. Excelente.
... mas a verdade é que hoje os sintomas (após um mês de interregno) voltaram, todos, e em grande força.

Parece-me que o diagnóstico final já o sei desde o início.

sábado, 10 de setembro de 2011

Incongruências


Como é que numa escola à beira mar plantada e onde existe uma conduta de indumentária (nada de grandes decotes, nada de alças, nada de ombros muito descobertos, nada de minissaias) tem como passeio de início de ano uma ida à praia com os meninos!?
Acho lindo, temos que ir "decentemente" vestidos para dar aulas, mas depois podemos vestir o biquini e estar na praia a apanhar banhos de sol e de mar com os alunos. SURREAL! Para além disto é de notar que eu não tenho que me expor em frente aos meus alunos, eles não têm que me ver de biquini, certo? Resultado - odeio este passeio de convívio!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Domingo à noite


(A pontuação final do cartoon deve ser alterada para ?!)

A sensação é sempre a mesma, um friozinho no estômago, um não querer acreditar que é mesmo verdade, um desejo de retrocesso no tempo...
É já amanhã...














... e este ano promete, oh se promete!...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Eu tinha avisado


Na reunião de pais eu avisei que as feijocas estavam terríveis, disse "Elas estão muito piores, acreditem!" e ninguém me ligou, ou melhor a resposta que obtive foi "Ai, esta mãe exagera sempre, coitadinhas das meninas!".
Ontem, quando as fui buscar, os olhares já mostravam algum desespero, "Realmente, mãe, elas vêm mais atrevidas e rabinas. A S. passa a vida a bater na irmã, mas depois também é capaz de não a largar aos beijos!".
Hoje a S. abriu uma torneira de acesso complicadíssimo e molhou tudo e todos os que estavam à sua volta - "Ai, mãe, a S. está mesmo terrível, nós nem conseguimos perceber como é que ela fez isto!".
E só passaram 2 dias, 2 dias.
Cheira-me que dentro em breve me dirão que a S. é hiperactiva (sinónimo de mal-educada, malcriada, teimosa, agressiva, etc, etc, etc. A função de educar é muito complicada, há alguma solução tipo mousse-alsa ou só me resta demitir-me?).

Mulher-a-dias


Hoje foi dia de limpezas, daquelas grandes, daquelas em que se tira tudo e se lavam tectos e paredes e tudo... Ficou a faltar a sala e o hall!... e amanhã não me mexo!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Resort 237 - Ilha da Culatra

Depois de ter passado a ponte para lá e sentir aquele aroma no ar e leveza de coração, voltei a passar a ponte para cá o que significa nostalgia e desânimo.
"O que é bom acaba depressa" diz o povo e com razão.
Este ano rumámos a sul e ficámos na Ilha da Culatra. As perspectivas eram, confesso, baixas. Nunca tinha ouvido falar, as informações eram escassas e portanto o medo de ser um fiasco era mais que muito.
Afinal, a ilha era tudo aquilo que eu queria. Pouca gente, silêncio (afectado pelo barulho dos aviões, pois o aeroporto de Faro é logo ali), praia imensa, liberdade para as feijocas (que se deliciaram com as corridas na praia, conchinhas, piscinas, corridas no alpendre, tentativas de "apanhar" gaivotas, etc), água semi-quente, conquilhas (apanhadas por nós e cozinhadas no próprio dia), pessoas afáveis e prestáveis, casinha simpática, peixinho delicioso, e mais isto e aquilo e o outro.

Coisas que permanecerão:
As brincadeiras e loucuras das feijocas: as corridas, as cócegas no pescoço, a contemplação do mar, a ingenuidade de querer dar uma festinha a uma gaivota, as massagens que elas dão nas costas, o desenvolvimento da linguagem, o "tchau-beijo-té manhã" aos aviões, as travessuras, a cumplicidade das manas, ...

A Marília e o Hélio (mãe e filho), donos da mercearia lá do sítio, são o cartão de visita da ilha. Graças a eles tínhamos peixe fresquíssimo sempre que queríamos, ofereceram-nos umas ostras maravilhosas


e até nos ajudaram a levar a bagagem para o barco no seu fabuloso tractor (para além da motoreta de caixa aberta do Centro Social é o único meio de transporte na ilha).

A "praxe" de termos ido parar à ilha da Armona (no último barco) pensando que estávamos a ir para a da Culatra e a terrível viagem de Aqua-taxi que fizemos de uma para outra ilha.

E já acabou. Para o ano há mais (ou não, nunca se sabe). Uma coisa é certa, tendo em conta os objectivos actuais, a minha ilha de Tavira foi destituída pela da Culatra.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Parabéns às feijocas




Hoje somam 2 anitos!

sábado, 20 de agosto de 2011

Pressão

A pressão-silêncio é tão ou mais forte que a pressão-palavras, mesmo por que vem acompanhada da pressão-lágrimas ou pressão-perguntas ou pressão-rejeição ou pressão-marginalização.
Estes subgéneros de pressão não fazem sentido e nem deveriam existir se houvesse a noção da Vida-Ser que cada um de nós possui.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Oh menina

Roupa prática chamada à recepção, por favor!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Já fui e já vim


Nestes dois últimos dias rumei (mais ou menos) a sul. Dias de tradição (!?).
Fui no dia 15, mas não vi a procissão.
Fui ao bailarico, mas não bebi a boa da mini nem comi a fartura a pingar óleo.
Fui vista, mas não vi ninguém.
Vi o céu mais brilhante, mas não me deitei no muro.
Passei pelo jardim, mas não me sentei nos seus bancos.
Senti o calor na pele, o aroma no ar, mas não fiquei purificada.


A tradição já não é o que era.


























Não te fui ver.

Ir ao bacio a pedido


Hoje a I. acordou da sesta a dizer "Mamã, chim-chim". Achei que era a sério. Toca de ir a correr para a casa de banho com ela. Coloquei-a no bacio. Passado um minuto ouvi o som milagroso. Foi a primeira vez que ela pediu para fazer chichi e fê-lo no tempo e local correcto! UAU!!!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O poder dos media


Eles são grandes e nós pequenos.
É só.

(... e estou sem forças para lhes chamar os nomes bonitos que inventei aqui. Apesar do Verão Total nós fomos ENORMES, é assim, a formiga pode, por vezes, fazer-se um GIGANTE.).

Há palavras que nos beijam

que nos acariciam
que nos afagam
que nos suavizam as incertezas eternas que possuímos.
Obrigada a todos pelas palavras ditas que revelaram os pensamentos e sentimentos que as palavras-feitas-sangue vos permitiram.

domingo, 14 de agosto de 2011

Goretti em acção!


Ontem a minha Goretti entrou em acção e deu umas tesouradas nos cabelos das minhas feijocas. A S. está com uma franja à Beatriz Costa e a I. está com o tufo frontal mais aparado.
Daqui a uns anos vou passar horas a esticar cabelos, está visto!

sábado, 13 de agosto de 2011

Como?

Hoje disseram-me "Precisas de engordar um bocadinho, estás muito magra!". COMO? ESTA GENTE DROGA-SE, SÓ PODE!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Querido crítico

Só me apetece chamar-te marido-da-querida-que-dá-uns-queijos-maravilhosos e descendente-da-querida-que-satisfaz-os-prazeres-alheios.

Tenho dito!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Almoços maravilhosos

A semana passada fiz salmão grelhado e cabeça de pescada com vegetais.








Hoje foram umas ovas com ovo cozido e pickles.
MARAVILHOSO!


Nota: as fotos foram retiradas algures da net.


(Quando estamos sozinhas podemos sempre comer as delícias que a outra parte não gosta!)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Doidas, doidas, doidas andam as feijocas... trá lá rá lá rá


Então não é que a I. hoje resolveu comer CASCA DE LIMÃO sem piscar os olhos, e repetiu?! Esta miúda não é boa da cabeça!




(A S. continua com tosse, mas a febre parece que já se foi... espero!)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Há dias...

... em que nos sentimos completamente incapazes, incompetentes, uma nulidade.






Hoje é um desses dias.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Início de férias

Primeiro chove, depois a S. começa com febre, vá-se lá saber porquê, eu sou uma incompetente no que toca a incentivá-las para irem ao bacio (ontem coloquei-as por três vezes no dito cujo e nunca aconteceu nada. Mentira, aconteceu, enquanto eu estava a pôr a fralda à S. a I. decidiu sair do bacio e ir até ao meu quarto e quando voltou só dizia "chichi, chichi. chichi", quando fui ver... pois que o chão estava lindo!), enfim, isto não está fácil, não está não!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Coisas que me passam pela cabeça II

Por vezes achamos que estamos a dizer tudo, que estamos a ser sincer@s, que aquilo que sentimos é um livro aberto, no entanto, a maioria das vezes não dissemos tudo o que queríamos, não mostrámos o que devíamos ter mostrado, não corremos atrás da felicidade porque achamos que isso pode ser o rebaixar do Eu.

Por vezes achamos entender os olhares, as palavras, os silêncios alheios porque somos muito perspicazes, porque entendemos muito de psicologia, mas a verdade é que estamos a ver com os nossos olhos, aqueles que vêem apenas o que lhes interessa, consoante os princípios que os regem.

Por vezes as nossas leis divergem quando pensamos em nós e quando pensamos nos outros.

Por vezes a falta de diálogo efectivo, mesmo que se passem horas a falar, é aniquiladora, porque interpretamos mal, porque entendemos mal, porque a mensagem nunca é recebida na íntegra, porque o subentendido nunca é igual para duas pessoas, porque o "ele/a devia ter entendido" é um erro, porque nem quando falamos com todas as letras o que se diz é claro, porque os sentimentos nos traem, porque as atitudes nem sempre revelam o que realmente pensamos e sentimos, porque, por vezes, tentamos racionalizar demais aquilo que devia ser espontâneo, aquilo que deveríamos fazer sem estar a pensar que "isso vai-me diminuir" ou seja lá o que for.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Coisas que me passam pela cabeça

Arrependimento - s.m. (de arrepender + sufixo - mento) 1. Sentimento de remorso que acompanha a atitude daquele que reconhece uma culpa ou um erro cometido. = Pesar, Remorso. 2. Acto de voltar atrás de uma decisão tomada, mudança de opinião ou vontade. 3. Rel. Sentimento de pesar por pecados cometidos e propósito de não voltar a incorrer neles. = Contrição.

Arrependimento não é sinónimo de fraqueza, mas sim de maturidade, de reconhecimento, de crescimento, de querer lutar.

Música de sempre



E Depois do Adeus

Paulo de Carvalho

Composição: José Niza

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder.
Tu viste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor
Que aprendi.
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.

Trelas para as feijocas


O título poderia ser "Segurança para as feijocas", ficaria mais bonito, mais politicamente correcto, mas a verdade é crua e dura, por isso optei por "Trelas para as feijocas", é feio, é rude, mas é a verdade.
Hoje, finalmente, consegui comprar as tais trelas para crianças e a isto chamo de segurança.
Lembro-me perfeitamente que a primeira vez que vi um pai a utilizar este método com o seu filho fiquei num primeiro momento escandalizada "Que horror, mas o filho é algum animal para andar de trela?", todavia, assim que este pensamento teve a sua verbalização mental, observei, estaquei e reformulei o pensamento "Segurança. É disso que se trata. Não é bonito de se ver, choca, mas mais importante do que isso é ter a certeza de que o nosso filho não vai fugir, não vai a correr de repente para o meio da estrada, não se perde numa confusão, etc", é claro que os Velhos do Restelo dirão que tudo se prende com a educação e que se educarmos os nossos filhos para que eles não nos larguem a mão, nada de mal acontecerá e que a utilização das trelas é uma desresponsabilização de pais e filhos e contraproducente relativamente à autonomia da criança. Que o digam! A mim parece-me que nada exclui nada. A primeira coisa que faço com as catraias assim que saio da porta é pegar-lhes na mão e tenho incutido isto em todos os momentos, mesmo que seja um trajecto completamente seguro, sem estradas, etc, etc, etc, quero sempre que elas andem de mão dada comigo, no entanto, parece-me que tenho que pensar um pouco mais além e tentar prevenir situações eventualmente perigosas, por exemplo, quero ir sozinha com elas à praia, quero ir sozinha à feira medieval, quero passear num sítio qualquer, como é que faço se uma me foge? Posto isto, há que haver uma solução de emergência.

Vou ter olhares recriminadores na rua - PACIÊNCIA - as miúdas já não conseguem estar muito tempo no carrinho, querem andar, portanto nada melhor que liberdade com rédea curta (literalmente).

terça-feira, 26 de julho de 2011

O texto é longo, mas vale a pena (mais uma vez a educação)

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.


Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.


Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.


Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.


Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?


Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.


Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.


Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.


A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.


Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.


Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.


Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.


Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.


O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.


Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.


Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.


Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.


Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.


(Eliane Brum)

sábado, 23 de julho de 2011

Exames III

Hoje foi o dia do outro exame, do temido exame e foi HORRÍVEL, HORRÍVEL, HORRÍVEL, HORRÍVEL, HORRÍVEL, HORRÍVEL, PENSEI QUE IA MORRER!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Na cama com...

De terça para quarta fomos cinco na mesma cama, sim cinco, eu, ele, as feijocas e o gato. Às vezes acontece. Desta vez o final não foi muito feliz, a feijoca S acabou por cair da cama abaixo tal é o seu mal-dormir.

Esta noite foi "ora-agora-vem-uma-e-depois-a-outra". A I. esteve comigo das 21h30 até às 2h, hora em que veio a S. que permaneceu até às 5h. Isto é uma beleza!

Quando é que posso fazer uma cura de sono, hum? Já era altura de ter os sonos em dia, não?

Exames II

Ora, o primeiro já está.
Não foi muito mau, mas também não é um mar de rosas.
Pelos vistos sou um pouco resistente às anestesias/sedações, afinal estou aqui despertíssima e até já trouxe o carro para casa. O pior disto tudo é que assim que abri a porta de casa foi a desgraça total e nem tive tempo para me dirigir à "casa-das-necessidades", resultado roupa e tapete lavados e banho rápido. Acho que o pequeno almoço mastigado (que maravilha, que saudades das minhas torradinhas) já está algures a correr neste concelho.
Amanhã há mais.
Medo, muito medo.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A morrer de fome

Sou mesmo estúpida!
Por causa do exame de amanhã teria que ficar em jejum desde as 16 horas de hoje e o que é que eu fiz? Às 16h não tinha fome, portanto não comi nada (líquido, entenda-se, sim, há três dias que não como nada que não seja líquido), resultado estou em jejum desde as 13 horas o que significa que estou a morrer de fome!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Exames


Comecei ontem a dieta líquida e terei que estar assim até 6ªfeira.
Confesso, custa um bocadinho, não é que tenha fome, porque não tenho (afinal até nos aguentamos bem só com sopa e batido e nestum e iogurtes líquidos durante um dia inteiro), mas a realidade é que me falta mastigar qualquer coisa, comer algo mais salgado, não sei, talvez seja apenas uma questão de hábito.



E a verdade verdadinha é que não é o exame de 6ª feira que me faz confusão, o de sábado é que me mete um medo de morte.

Se sobreviver a esta provação venho cá contar a história.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Luta adiada


(Imagem retirada daqui.)

Afinal, parece que não tenho companheiras de luta e isto faz-me lembrar quando tinha oito anos e quis fazer uma revolução na escola primária, já que a professora nos dava estalos na cara cada vez que errávamos alguma coisa e a Maria de Jesus (o que será desta miúda-com-vida-difícil) ficou a sangrar do nariz pela violência da estalada. Recordo a reunião que fiz à porta da escola, apelando à união e revolta contra aquela déspota-agressiva, querendo que também nós a fizéssemos sangrar e vi uma debandada geral, até que fiquei a falar sozinha. Hoje compreendo a loucura da minha tomada de posição, pois, logicamente, não poderíamos pagar com a mesma moeda, mas alguma coisa deveria ter sido feita.
A situação actual tem os seus paralelismos. Há que fazer algo para que as mensalidades não tenham os aumentos anunciados e as minhas supostas companheiras de luta decidiram esperar pelo veredicto individual-pseudo-prometido e não querem embarcar no meu voo de distribuir pequenos panfletos na Festa do Infantário, apelando à união dos pais.
Parece-me que a nossa situação individual só será resolvida se houver uma união, para além disso, não estou preocupada só comigo, mas também com aqueles pais que por vergonha ou medo não falam com quem de direito para reclamar a anulação deste maldito aumento.
E mais uma vez fico a falar sozinha, o que me coloca um problema, avanço com a estratégia individualmente (e, é verdade, posso ter represálias do género, "É melhor procurar outro infantário para as suas filhas", o que com toda a certeza não aconteceria se fossemos muitos pais a tomar uma posição), ou fico à espera que a vice-presidente resolva as situações apresentadas, tal como vão fazer as ditas companheiras de jornada (pensando sempre que não fiz tudo o que poderia ter feito).
Talvez daqui a uns anos reflicta melhor e considere que esta minha tomada de posição é uma insensatez e que ficar quieta foi a melhor solução possível.
Pode ser que sim, o único problema é que eu sou da geração do "Não pagamos", das manifestações, da invasão da reitoria para pedir subsídios, da bastonada que levámos em frente à Assembleia da República, das RGA's concorridas, da demissão de Ministros pela nossa força...
Um dia, quem sabe quando, ficarei curada deste espírito, ou não!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sentimentos também meus nas palavras de Alguém

Aqui.


... e dói tanto...

Dos sentidos

Re-ouvir isto é re-viver a intensidade daqueles momentos.
Obrigada, meu lindo, por presentificares esse nosso mundo.

sábado, 16 de julho de 2011

Às vezes

não se sabe, sente-se.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Tenho que ir roubar!


Jantar de cada uma das feijocas (ontem):
- mini tostinhas acompanhadas por duas fatias de queijo limiano (cada fatia equivale a 220ml de leite);
- três conchas de sopa consistente (batata, cenoura, abóbora, courgette, alho francês, espinafres, cebola, alho, lentilhas, massa e carne);
- meia manga;
- meia banana;
- um pedaço de pão (pequenino).

Se isto é assim aos 23 meses... só me resta roubar!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Do convencimento alheio

Sou pequenina e gosto de ser pequenina (sim, o post anterior foi apenas um devaneio, no meu estado natural considero-me bem pequenina) e não consigo suportar muito bem aqueles que estão excessivamente cheios de si e puxam os galardões e títulos e fazem promoções pessoais, mesmo que camuflados por "generosidade".

domingo, 10 de julho de 2011

Sem uma única gota de modéstia

Às vezes, há momentos em que me convenço que sou boa lá em cima, e tu, meu NV, com as tuas palavras tens culpa no cartório.

A verdade é que é lá que me sinto completa, feliz, outra-eu e sinto o que senti, sinto, poderei sentir ou nunca sentirei e digo as palavras que um dia disse, digo, poderei dizer ou nunca direi. É lá que é tudo.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Hoje

é o dia.

Merda para mim e todos.
É um privilégio pisar as tábuas convosco.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Corda ao pescoço


Passar de 223 para 471 parece-me excessivamente degolador, senhores do "Infectário"!

Mudança de papéis (ou talvez não!)


Eu devia ser bombeira, tais são os fogos que tento apagar.

O poder é uma coisa lixada e a luta, consciente ou inconsciente, por ele aniquila tudo. Da minha parte, odeio o poder, fujo dele a sete pés e gostava de não estar a assistir a isto.

Sei que o que dizes é verdade, pelo menos em parte, mas vou sempre tentar dissuadir-te dessas certezas.

Também sei que o que tu (o outro lado) sentes, pelo menos em parte, é verdade, mas tentarei sempre dissipar-te esses sentimentos.

Entendam-se lá um bocadinho e voltemos à paz, sim? É que o meu carro de bombeiros está com escassez de água.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Das coisas que têm um significado literal e outro bem mais profundo

Não gosto nem um pouco de andar de marcha atrás.



(... e não, não estou a levar isto para a braguilha.)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O futuro do nosso país, ou de como há coisas que eu não consigo compreender

Final do ano lectivo. Critérios de avaliação. Contas. Pautas. Progressão e regressão dos alunos. Etc. Etc. Etc.
Dois casos, como direi..., hum..., estonteantes? inacreditáveis? Não consigo qualificar.

Primeiro caso - aluno/a que teve nível 4 a determinada disciplina, acaba o ano com um teste de 41%, tem uma média final de 67%, demonstra uma franca regressão, e o Conselho de Turma, claramente manipulado pelo Director de Turma, concorda em que se mantenha o nível 4, pois nos períodos anteriores também teve esse nível, e "re-béu-béu-pardais-ao-ninho". Então e a regressão? Então e a média final de nível 3?

Segundo caso - aluno/a que ao longo do ano tem um teste de 76% (no primeiro período) e depois anda sempre na casa dos 65% a 68%. Média final de 68%. Muitas pessoas a torcerem o nariz porque não quis dar o nível 4,

Estes alunos serão o futuro de Portugal... e assim se enganam consciências e se constrói uma imagem de si e do mundo completamente diferente da realidade.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Fogueiras. quermesse e datas que não se esquecem

Há muitos, muitos anos atrás (serão quase trin... ai!) esta noite era de fogueiras, quermesse, sardinha assada, caldo verde, alcachofras e beijinhos furtivos.
Que saudades da alegria e inocência desse tempo.



Há alguns anos atrás, acordei com a notícia da tua morte e sofri e penalizei-me por não te ter conseguido mostrar que te podias orgulhar de mim. Para sempre ficaram e permanecerão as palavras nas manhãs alentejanas "Vai lavar os dentes à burra!" com que nos acordavas.


Há uns anos atrás, exactamante no dia a seguir a "há alguns anos atrás", soube da notícia destruidora, que me obrigou a ganhar um Óscar de melhor actriz na vida real e que me trouxe até aqui.


Há datas que fundem o sentir. Há datas que não se esquecem.

domingo, 26 de junho de 2011

Morte anunciada


Há coisas que se anunciam.
Há coisas que não queremos ver.
Há coisas que se mostram visivelmente-invisíveis.
Há caminhos que não têm retrocesso.
Há tempestades que vêm após as bonanças.
Há gotas que transbordam os copos.
Há situações que nos cercam.
Há mal-entendidos.
Há silêncios que não se calam.
Há palavras que se silenciam.


Há uma morte anunciada.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Sozinhos

Após quase dois anos de quarteto vinte e quatro horas por dia, hoje, decidimos ir levar as feijocas ao infantário e tirar o dia para nós.
Já não me lembrava da paz, silêncio, tranquilidade...
Já não sabia o que era poder estar na praia só, mar, areia, sol, soneca, banhos, almoço à beira mar, ouvir o mar, trocar carinho, as conversas alheias, calmaria.

Não há mais pontes por aí, não?

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Fim do ano lectivo

Sobrevivi.


Apesar dos obstáculos, vicissitudes, contingências, medos, sobrevivi. Apesar da não-vida, de relegar para segundo plano o que deveria estar em primeiro, sobrevivi. Afinal, sempre tenho um dedo mindinho da Super-Mulher.


terça-feira, 21 de junho de 2011

Nem de propósito


Como é que se Esquece Alguém que se Ama? Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.

Miguel Esteves Cardoso, in Último Volume

Um dia

Tudo é estranho e desconhecido.
Sonha-se, deseja-se, quer-se, mas no minuto o sentimento que se instala é um misto de asco e ardor. Por vezes, o último só acontece pelo hábito de o sentir, e o primeiro é que urge, é o real. E depois a confusão instala-se mais uma vez e não sei já o que sinto ou penso, não sei se é a cabeça a comandar o coração, se este se deixa enganar, ou se ele continua a ditar as regras.
Há algo que chama, que continua a chamar como outrora, mas quando estou parece que a outra força me impele e me arrasta daqui para fora, e sinto asco, e nojo, e arrepios só de pensar no toque-passado-e-possível-futuro(-que-não-existirá) que julgas fácil.

Vinte anos. Deixei de ser quem era.

Tenho que riscar-te da minha vida.

Vou riscar-te da minha vida.

O passado deve ficar lá. O passado-futuro não pode existir.
"Não voltes ao lugar onde foste feliz!" (ouvi um dia esta frase... será que cheguei a ser feliz? ou sonhei a felicidade que queria ter tido? ou o passado é sempre recordado como perfeito porque só guardamos lembrança do que queremos e porque gostamos de embelezar o que foi, afinal foi o que nos construiu.)

O passado não o posso nem quero negar.
O futuro será uma nova página, com letras que ainda não se conhecem, que nunca foram utilizadas. Há palavras que ficam à porta porque ela não as deixa entrar.

Joana Cato

Feijoca-atiradiça


Ai a minha vida! Desde o início que digo que a minha S. é uma atiradiça de primeira.
Então não é que agora, já por duas vezes, quando chego à porta do infantário aparece um "amiguinho" das minhas feijocas, o R., aquele que lhes vai buscar sempre os bebés quando chegamos, e ela começa frenética a gritar por ele, estende-lhe a mão, ele vem a correr e entram os dois de mãos dadas na instituição!? E ela nem sequer olha para trás! Só tem olhos para ele! E que olhar que ela lhe lança...

Palavras doces

Obrigada, amigo, pelas palavras doces.

Sabes que tens um lugar muito especial no meu coração.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Os sonhos e a não concretização

Às vezes quando temos um sonho e estamos prestes a realizá-lo, o medo fala mais alto e o querer transforma-se em não querer por medo da sua concretização.
O sonho é sempre lindo, a realidade pode não ser, por isso esse medo que nos impede de ir em frente e saltar para o abismo.
Joana Cato

domingo, 19 de junho de 2011

O meu grande Saramago


Foi ontem, há um ano atrás, que chorei a tua perda física.
Graças a Deus, nunca existirá a tua perda intelectual.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Respirar

... e de repente, o peso da caneta encarnada desapareceu!
Só volto a pegar nela lá para Setembro.


(Mas atenção, é só do peso da caneta encarnada que me livro.)

domingo, 12 de junho de 2011

Sardinha assada

Hoje decidimos rumar a sul para comer a bela da sardinha assada, e soube muito bem!


O trabalho, esse, ficou em cima da secretária à espera de melhores dias. Amanhã vou dar o litro, é o que é!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Violência na escola


E se de repente sairmos da sala de aula e encontrarmos uma colega completamente aos berros a dizer que um pai a injuriou, empurrou, ameaçou, falou com ela a dois dedos de distância do nariz, desligou sucessivamente o telefone da funcionária que queria chamar alguém da direcção, achamos que estamos na pior escola do bairro mais problemático de Lisboa, verdade?

Mentira!

domingo, 5 de junho de 2011

sábado, 4 de junho de 2011

Super-pai


Enquanto a mamã foi animar a malta inglesa, espanhola, sueca, alemã, dinamarquesa, etc, etc, etc, o papá foi com as cachopas a banhos, diz que correram loucas pela praia, tomaram banhinhos e comeram areia. Depois almoçaram na casa de um "tio-amigo", dormiram a sesta, foram ao parque e só chegaram a casa às 19h!!!






(Sim, havia um ajudante, mas o ajudante também tem uma pimpolha, portanto continua com todo o mérito.)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Clausura


Cá estou eu, novamente, nos tempos de clausura!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Toc-toc


Quando estou prestes a sair, bates-me à porta sem pedir licença para entrar. E ficamos assim, com a eterna-porta-entreaberta. Eu sem forças para a fechar. Tu com esse desejo sórdido de a abrires e retirares crosta por crosta a ferida que dói e que se quer esquecer.

Joana Cato

sábado, 28 de maio de 2011

Nevoeiro


Acabei de chegar daqui.
Fizeram-me esta surpresa e ainda estou no nirvana.
Um dia, hei-de fazer um espectáculo destes.







Para quem não viu, lamentavelmente, já não poderá ver, acaba este fim de semana e parece que está esgotado.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Já disse aqui alguma vez que ODEIO HOSPITAIS E MÉDICOS E TUDO?!

Já estava a estranhar que a minha feijoca S. não tivesse nada há tanto tempo (sensivelmente 3 semanas)... 6ªfeira começou a febre que se prolongou até domingo. Três dias de febre, supostamente há que consultar o médico. Vi que ela tinha a garganta-inflamada-a-chamar-uma-amigdalite. Hospital com ela. "Ah e tal, os brônquios estão bons..." (inacreditável), "Ah, não tem otites..." (excelente), "Ah, tem a garganta inflamada, deve ser viral, espere mais dois dias, se na 3ªfeira continuar assim volte cá e nessa altura medicamos a menina, agora não vale a pena fazer nada!"


Sustém.


Sustém.


Sustém.

Muito bem, portanto, vamos deixar a miúda piorar e quando ela estiver mesmo mal vamos dar-lhe medicação. Eu acho esta medida super inteligente, preventiva, preocupada, enfim como é que a hei-de intitular... ESTÚPIDA!

Hoje a cachopa está igual, ou pior, já mandei mensagem à pediatra, estou a aguardar resposta (e espera, espera, espera, enquanto isso estou a dar-lhe Maxilase que mal não faz - não, não sou adepta de auto-medicar ninguém e ponderei muito antes de o fazer, mas vê-la a ficar cada vez pior é que não e como ela já tomou este medicamento antes e é um anti-inflamatório, não me parece que lhe esteja a fazer mal).

Amanhã é 3ªfeira, não tenho vontade de lá voltar, aliás a incongruência de algumas coisas mata-me, ainda há pouco tempo desancaram-me porque "a bebé está com dificuldades em respirar e a mãe não lhe fez o Ventilan? Tem que fazer mesmo antes de vir para aqui!" - Ventilan, atenção, Ventilan, que é só um medicamento que acelera os batimentos cardíacos e não é nada soft, mas para lhe receitarem preventivamente uma porcaria de um anti-inflamatório - nada. ODEIO ISTO.

Espero receber a resposta à minha mensagem rapidamente (mandei às 19h30, são 23h e qualquer coisa...).

quinta-feira, 19 de maio de 2011

"Naquele «pic-nic» de burguesas"

De Tarde

Naquele «pic-nic» de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão de ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas.

A propósito deste poema de Cesário Verde, hoje, levei os meus meninos lindos a fazer um piquenique. Quando chegámos ao local, já lá estavam as típicas toalhas aos quadrados, a cesta com maçãs (queria que fosse melão e damascos, mas não houve hipótese) e um suposto "ramalhete de papoulas".

Amei!

São estes momentos que nos fazem ir em frente.

"Tu és como o Bin Laden..."


"... é difícil apanhar-te."
E é assim que, a brincar a brincar, se vão dizendo as verdades. Que me querem apanhar em falso já eu sabia há muito!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Quando?

Há quanto tempo foi a última vez?


Há quanto tempo deixámos de ser um?


Há quanto tempo somos intocáveis e inacessíveis?


Há quanto tempo se quebrou o olhos nos olhos com amor, carinho, devoção?


Onde é que ficámos?


Onde é que nos perdemos?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Silêncios

Há silêncios que matam.







Há silêncios que são inimigos da sobrevivência.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Homens da Luta - Sempre a inovar




Lindo! Não passámos, é certo, mas que deixámos marca, lá isso deixámos.


Nota - Amo de paixão a pronúncia!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Constatação


Eu devo ser bruxa e ninguém me avisou!